Seja bem vindo ao Blog da Saúde LGBT

Neste espaço o Dr. Paulo Branco ira continuamente publicar matérias além de responder duvidas
relacionadas a Medicina e Qualidade de Vida voltadas a população LGBT. Este espaço no entanto,
não substitui a consulta médica, que deverá ser feita pelo médico, no consultório, de corpo presente.



Alguns amigos e pacientes do Dr. Paulo Branco que inspiraram ele a fazer esse Blog.

Youtube - Dr. Paulo Branco

Youtube - Série especial de vídeos

domingo, 29 de abril de 2012

Causas de insucesso das Cirurgias proctologicas leia com calma e atencao:


Planos de saúde: Trazendo a carteira do seu plano de saúde, terá um desconto nas consultas e procedimentos realizados pelo Dr Paulo Branco.

Clinicas:
Lapa: 11-36728943 / 986663281
Vila Nova Conceição: 11-38467973
e-mail. paulobranco@terra.com.br
whatsApp. 995204135


1- Hemorroida:
Causa de insucesso da  ligadura elástica:
A ligadura elástica é um procedimento indicado para o tratamento das hemorroidas iniciais responsáveis pelo sangramento anal. O anel elástico deverá ser colocado acima de uma linha chamada denteada, porque acima desta linha a inervação é autônoma e o paciente não terá dor, se a borrachinha for colocada abaixo desta linha, a inervação é sensitiva e o paciente irá referir uma dor insuportável e deverá ser retirada imediatamente.

Causas de insucesso nos procedimentos cirúrgicos:
A cirurgia para tratamento das hemorroidas geralmente são indicadas para hemorroidas classificadas como de 3º ou 4º grau. Essas hemorroidas são formadas por dois componentes, um interno constituído de mucosa retal e outro externo formado por pele perianal que é aquela bolhinha referida pelos pacientes, esses dois componentes a medicina chama de prolapso ou saída dos componentes referidos para fora da abertura anal. O sangramento e o estreitamento ou estenose anal representam as causas mais freqüentes de insucesso tardio da cirurgia para tratamento das hemorroidas.

- Fissura Residual:
É uma pequena ferida, que poderá ser única ou múltipla, presente nos pacientes que realizaram cirurgia para o tratamento de hemorroidas geralmente de 3° ou 4º graus. Os pacientes tratados na minha clinica, a maioria referiam que tinham sido operados a mais de um mês e que a ferida não cicatrizava. Essas fissuras resultam da não cicatrização completa das feridas cirúrgicas resultante da retirada das hemorroidas e poderão se mantiver por longos períodos de tempo devido a um estreitamento anal cicatricial ou um espasmo ou hipertonia do músculo esfíncter anal. Esses dois fatores fazem com que as fezes encontrem dificuldade em passar por uma abertura anal  que deveria ser elástica e pérvia e se encontra fixa, inelástica e endurecida. As pomadas colaboram por ter ação antiinflamatória, analgésica, cicatrizante e substâncias que atuam diminuindo a pressão do músculo esfíncter anal, porém não tratam o estreitamento se este for formado por um tecido cicatricial endurecido. O espasmo muscular poderá ser conseqüente a irritação do esfíncter pela ferida, porque geralmente o músculo está abaixo da ferida, ou porque o músculo já apresentava a pressão elevada associada à hemorroida antes da cirurgia. Na minha experiência para que essas fissuras cicatrizem o estreitamento anal e a hipertonia muscular deveram ser corrigidos.

-Sangramento maciço:
As hemorroidas são vasos dilatados que geralmente estão presentes em toda a circunferência anal e o cirurgião tem de realizar uma hemostasia cuidadosa e minuciosa para que não ocorra um sangramento importante no pós-operatório imediato que necessite de uma reintervenção para ligadura do vaso responsável pelo sangramento. As manobras instrumentais e manual do cirurgião e auxiliares deverão ser delicadas durante o procedimento, pois é uma região muito delicada e que em muitos casos além dos vasos dilatados há uma inflamação local chamada de proctite. A taxa de 2% de sangramento importante é  referido pela literatura médica. Se durante a cirurgia eu encontrar um vaso importante que naquele momento causou um sangramento importante eu realizo a sua ligadura com um fio resistente e adequado e se eu achar que não foi suficiente eu realizo uma segunda ligadura. Um cirurgião responsável nunca se arrependerá de realizar uma segunda ligadura, mas poderá se arrepender profundamente de ter dado.

- Estreitamento ou estenose anal:
São termos usados pela medicina e que traduzem uma abertura anal apertada ou inelástica e que representam um insucesso do tratamento cirúrgico das hemorroidas. Além do aspecto cutâneo (pele), há habitualmente uma dimensão estenótica e concomitante da musculatura esfincteriana que contribui para a ausência da elasticidade necessária para que haja abertura anal suficiente para a passagem de uma massa fecal normalmente formada, fazendo com que os pacientes recorram a quantidades e variedades cada vez maiores de laxativos. O estreitamento ou estenose anal
ocorre quando se retira uma grande quantidade de tecido durante a retirada das hemorroidas. No tratamento cirúrgico das hemorroidas maiores o cirurgião deverá ser rigoroso nos princípios que regem a boa técnica cirúrgica. Experiência, manuseio delicado (manual e instrumental) juntamente com a associação de diferentes técnicas cirúrgicas corroboraram para evitar o estreitamento anal na minha experiência. Como alguns médicos me enviam e-mail com perguntas sobre este tema eu queria lembrar que o cirurgião sempre deverá deixar as pontes de tecidos normais entre as zonas de retirada das hemorroidas, porque é a partir deste tecido que haverá a cicatrização sem estreitamento.

2-Fístula anal:

Causas do insucesso:

- Retirada incompleta da fístula anal:
A retirada parcial das fístulas foi à principal causa de recidiva nos casos que eu reoperei na minha clínica, indicados para serem operados com o laser. O paciente geralmente apresentará toda a sintomatologia de dor e perda de secreção pelo ânus. Essa complicação geralmente decorre da retirada incompleta da fístula. As fistulas são formadas por um trajeto e dois orifícios, um orifício na nádega e outro interno, este muitas vezes tem uma relação muito próxima  ou mesmo chega a passar através do músculo anal responsável pela continência e o cirurgião com pouca experiência não retira esta parte da fístula pelo receio de lezar o esfíncter o que determinará incontinência anal. Uma boa estratégia diagnostica no pré-operatório guarda uma relação direta com o sucesso da cirurgia para reoperação das fístulas anais.
Comentário: Dr. Paulo Branco.
O cirurgião deverá classificar a fístula em relação aos músculos responsáveis pela continência anal, antes ou durante o procedimento cirúrgico. Antes de retirar o trajeto fistuloso eu cateteriso o mesmo com um guia metálico desenhado por mim para estudar de forma minuciosa as suas relações com os músculos anais e somente após esta conclusão é que eu retiro a fístula com o laser.

- Mais de uma fístula anal:
O medico deverá ter certeza de que existe somente um trajeto fístuloso, pois em alguns casos poderá haver mais de um e a cirurgia poderá ser incompleta. O medico experiente pela inspeção anal poderá na maioria dos casos detectarem o orifício externo e afastar esta possibilidade. Se houver suspeita de mais de um trajeto  a ressonância magnética representa a grande evolução diagnostica.

- Anestesia local poderá tornar a cirurgia difícil:
As fístulas simples poderão ser retiradas com anestesia local e/ou sedação, principalmente nos pacientes ansiosos que no momento do procedimento poderam contrair os músculos e tornar difícil a retirada do orifício interno da fístula o que determinará o seu insucesso. As fístulas complexas eu quase sempre faço a cirurgia com bloqueio ou Raquianestesia. Do ponto de vista prático e considerando a experiência do proctologista eu acho que todos os pacientes submetidos à cirurgia para a retirada da fístula deveram ser no mínimo sedados porque estes pacientes ao contraírem os músculos perineias tornam praticamente impossível a retirada do orifício interno das fístulas e a cirurgia é extremamente desconfortável para os médicos e pacientes. As fístulas simples e de curto trajeto eu tenho retirado com o laser e sob anestesia local sem sedação.

- Tentativa de retirada da fístula na fase aguda ou de formação do abscesso:
Na fase aguda há formação de uma coleção de secreção geralmente purulenta que determina um processo inflamatório contiguo aos músculos esfincterianos e o verdadeiro trajeto da fístula se formará somente após a drenagem desta coleção. A tentativa de retirada da infecção neste momento é desaconselhável, pois poderá haver lesão dos esfíncteres e será incompleta em relação a fístula. Nesta fase a drenagem com colocação de dreno é a melhor conduta.

3- Fissura anal:
- Manutenção da pressão do músculo esfíncter anal:
Eu costumo falar aos meus pacientes que a cirurgia para tratamento da fissura anal deverá ser a mais fisiológica possível e o medico deverá saber que a causa da fissura é a pressão elevada do músculo esfíncter interno do ânus e a pressão DESTE músculo deverá ser diminuida porque existem outros músculos próximo a este.

- Manutenção da Fissura Crônica:
A fissura crônica é formada por um tecido endurecido, fibrosado que deverá ser retirado durante a cirurgia, este tecido não cicatrizará se for somente cauterizado, mesmo baixando a pressão do esfíncter.


4- Cisto Pilonidal:
 A principal causa do insucesso da cirurgia para retirada deste cisto é a sua retirada incompleta. Eu procuro realizar um estudo detalhado sobre a constituição do cisto, seus trajetos e grau de infecção para fazer um planejamento cirúrgico o mais completo possível. A maioria destes cistos por mim operados tinham um único trajeto, porém uma minoria apresentava dois ou mais trajetos acessórios, responsáveis pela reciva da afecção. Nos últimos anos acrescentei no meu protocolo de tratamento a antibioticoterapia e a depilação a laser da pele na volta do cisto, criando uma área de segurança porque muitas vezes o cirurgião atua em área com pelos o que poderá determinar a permanência destes pelos dentro da cicatriz cirúrgica com recidiva do cisto e insucesso da operação.

5- HPV ou Condiloma:

-Anal:
A orientação do uso de pomadas sobre as verrugas parece uma conduta mais fácil, menos agressiva e de resultado mais imediato. Essa abordagem é um incentivo para que os mais imediatistas não façam uma investigação das lesões verrugosas dentro do reto, tanto as visíveis somente pela inspeção como as detectadas por técnicas de coloração recentemente por nós adotadas para a detecção do vírus. A impossibilidade de tratamento com pomadas das verrugas dentro do reto representou
 no meu consultório a principal causa de insucesso no tratamento do HPV.

- Peniano:
O insucesso no tratamento da verruga peniana parece maior nos pacientes que têm um excesso de pele
ou mesmo fimose que criam um meio adequado para a multiplicação viral e recidiva em retorno da afecção. Eu sempre realizo a retirada da pele com o HPV.


Comentário: Dr. Paulo Branco.
O insucesso do uso das pomadas tanto na pele como na mucosa retal muitas vezes têm conseqüências orgânica, estética e psicológica para os praticantes do sexo passivo e que deveram ser considerados e refletidos pelos profissionais que indicam esta forma de tratamento. Eu como atendo e trato o público GLBT já vivenciei esta situação algumas vezes. O papel do medico é fundamental em todos os aspectos
e deverá transmitir ao paciente confiabilidade, segurança e certeza de que será possível obter um bom resultado do tratamento e retomar a sua vida normal.

Fissura anal e a relação passiva. Causas, tratamentos e duvidas


Fissura anal
Conceito:
A fissura anal é uma pequena feridinha, geralmente de forma triangula e localizada na parede posterior da abertura anal. O seu início é na parte interna do ânus e o seu fim na margem anal.
Nem todos os fatores envolvidos no aparecimento e manutenção da fissura estão esclarecidos, mas o fator inicial mais comum é o traumatismo causado pela passagem de um bolo fecal volumoso e endurecido por um músculo formador do esfíncter anal muito fechado, estreito ou com pressão muito elevada de modo que ocorrerá um esgarçamento no tecido de revestimento do reto e ânus. Estudos multicêntricos realizados na Europa demonstraram que havia uma diminuição na incidência de fissura quando se aumentava a concentração de fibras( Verduras e legumes) na dieta e, ao contrário, o risco do aparecimento de  fissura aumentava significativamente quando ocorria aumento no consumo de pão branco, molhos engrossados com farinha, bacon, salsichas e baixa ingestão de água. O consumo de café, chá ou álcool não foi considerado como fator de risco. Nos gays outras causas comuns de fissura são o traumatismo decorrente da penetração anal ou o uso dos dedos (corte as unhas), brinquedos (sempre rombos e nunca cortante ou de ponta afilada) e vibradores associados a uma lubrificação inadequada e a um ativo apressadinho que não espera o relaxamento do músculo esfíncter anal. Essas fissuras decorrentes da relação anal poderão surgir em qualquer lugar da margem anal e se dispõe de forma radiada, geralmente mais de uma e localizadas em torno do ânus. Se você respeitar o tempo de relaxamento do esfíncter anal (60`) que se obtêm pela massagem feita de forma delicada associada a uma lubrificação adequada poderá ter uma relação anal sem riscos de fissura.
As fissuras têm como sintoma principal a dor que é intensa e referida pelos pacientes como em pontada, debilitante, cortante e acompanhada de um sangramento vermelho vivo. As hemorróidas sangram, porém o sangramento é geralmente indolor o que as diferencia das fissuras anais que são extremamente doloridas. Nenhuma DST determina a dor da fissura anal.
Eu não faço toque em pacientes que chegam no meu consultório com  sangramento extremamente doloroso. Eu faço a inspeção anal e confirmo o diagnóstico, pois geralmente as fissuras estão na pele da parte posterior da abertura anal. Evite o toque, pois os pacientes já estão muito machucados pela ferida o que irá aumentar o seu sofrimento.
As fissuras são classificadas em agudas e crônicas e esta classificação é de grande importância para o tratamento. As fissuras agudas são geralmente de contornos bem visíveis, amolecidas ao toque e respondem bem ao tratamento com pomadas e botox ( veja abaixo), enquanto as fissuras crônicas  são endurecidas, já infeccionadas e deveram ser tratadas pela retirada cirúrgica.
As fissuras com exceção das decorrentes da relação anal são causadas por um músculo anal com pressão elevada e qualquer forma de tratamento tem como objetivo diminuir esta pressão o que determinará a cicatrização da fissura. A diminuição da pressão poderá ser feita por:
- Medicamentos: São substâncias que usadas na forma de pomadas sobre a fissura determinam o relaxamento dos músculos.
- Botox: A toxina injetada em pontos estratégicos da abertura anal e em quantidade adequada causará o relaxamento do músculo.
-Cirurgia com Laser: Eu tenho feito uma técnica na qual eu baixo a pressão do esfíncter por fora da abertura anal o que determinará menos dor no pós-operatório. O procedimento é realizado sob anestesia local e você terá alta logo após o procedimento.

Perguntas e respostas sobre fissura anal: Dr. Paulo Branco.
1-A fissura anal sempre causa dor porque eu tinha fissura indolor?
A fissura anal indolor deverá ser retirada para uma  investigação diagnostica através de um exame citológico para se afastar outras  doenças como a doença de Crohn e até mesmo o Câncer de ânus.
2- Eu tinha fissura anal e hemorróidas internas de terceiro grau, neste caso qual a melhor forma de tratamento ?
Quando há a associação da fissura com a hemorróida eu geralmente realizo a ligadura elástica das hemorróidas, retiro a fissura e baixo a pressão do esfíncter com o laser.
3- A relação anal poderá causar a fissura anal?
As fissuras decorrentes da relação anal geralmente decorrem de um ativo apressadinho que não esperou o relaxamento do esfíncter anal que geralmente são 60 segundos ou de uma lubrificação inadequada. Essas fissuras muitas vezes são radiadas e mais de uma.
4- A cirurgia para tratamento da fissura pode determinar incontinência anal.
Poderá. Eu nunca tive um caso de incontinência com o laser. O cirurgião deverá atuar sobre o músculo correto ( Músculo Esfíncter Interno)  após visualização clara deste.
5- Tinha fissura crônica e fui tratado com o botox, mas não resolveu o que devo fazer?
O Botox é indicado para fissura aguda, pois na  crônica o tecido que forma a fissura está fibrosado e endurecido e deverá ser retirado cirurgicamente.
6-  Tenho fissura anal e algumas vezes consegui ter relação passiva, mesmo suportando a dor, devo continuar tentando?
O sexo anal não causa está fissura por você referida e na fase aguda você só aumentará a fissura, terá sangramento mais importante pelo traumatismo, sendo melhor realizar a melhor forma de tratamento para o seu caso.
 Comentário: Dr. Paulo Branco.
Para a relação passiva eu tenho preferido a cirurgia com o laser, que tem melhores resultados a longo prazo.
Dr. Paulo Branco
Blog da saúde gay
Youtube. Buscar proctologista










Fimose: Procedimento que mantém a higiene da glande evitando as irritações da glande


Fimose, freio curto e excesso de pele
Conceitualmente a fimose e uma associação entre a pele que cobre a glande (cabeça) do pênis e um anel fibrotico na parte superior do prepúcio que impede o paciente de exteriorizar a glande quando tenta puxar a pele para baixo. Essa contração fibrotica que impede a exteriorização da glande ocorre em meninos secundariamente a aderências congênitas entre a glande e o prepúcio.  A fimose poderá se congênita ou adquirida. Eu tenho indicado a cirurgia para retirada da pele em excesso ou a fimose em duas situações:
- Balanopostite: E uma inflamação da glande ou cabeça do pênis causada por processos irritativos ou infecciosos conseqüentes a uma higiene inadequada. Vale lembrar que o Câncer de pênis ocorre em pacientes de baixa condição social, econômica e cultural associado à higiene inadequada.
- Estética: E uma indicação controversa, porem muitos pacientes não gostam do aspecto do excesso de pele que em alguns casos vai além do ápice da glande, com aspecto que alguns pacientes já definiram como umbilical.

Hipertrofia de Prepúcio:
Normalmente este termo e usado como fimose pelos pacientes. A hipertrofia e uma pele em excesso, que também cobre toda a glande, porem sem o anel, sendo possível a redução da pele e exteriorização da glande sem dificuldades. No excesso de pele o paciente devera manter uma higiene adequada da glande para que não ocorram as inflamações e irritações acima referidas que passaram a ter indicação de tratamento cirúrgico. A cirurgia realizada e semelhante à postectomia.
Freio curto:
Na parte posterior do pênis temos um pequeno ligamento que fixa a pele à glande, conhecido como frenulo ou freio do prepúcio. Este ligamento e formado por vasos e nervos. Muitos pacientes sentem dor durante a relação neste local. O pênis ao ficar ereto puxa ou estica o ligamento que por conter vasos e nervos no seu interior poderá ter como conseqüência dor intensa e sangramento local. Alguns pacientes optam pelo tratamento cirúrgico. A cirurgia chama-se Frenoplastia e realizada sob anestesia local e tem como objetivo alongar o frenulo peniano, permitindo também uma relação ser dor.

Comentário: Dr. Paulo Branco
A Postectomia e a cirurgia para correção da fimose. E uma cirurgia que embora pareça fácil, tem seus detalhes técnicos precisos que colaboram para um excelente resultado estético e funcional.  Eu realizo o procedimento com o laser, quase sempre com anestesia local, primo pela retirada adequada e suficiente de pele para que o paciente não fique com a mesma em excesso e que durante a ereção o seu estiramento ocorra de forma indolor. Os fios usados devem ser absorvíveis e o paciente avisado sobre o seu tempo de permanência para que ocorra uma cicatrização adequada. A cirurgia determinara um edema, inchaço e às vezes hematomas no pos-opretatorio. Para evitar essas intercorrencias o cirurgião deverá ser delicado no manuseio dos tecidos, prescrever antiinflamatórios adequados e orientar para um curativo que poderá reduzir o edema local.

sábado, 28 de abril de 2012

Cirurgia sem internação: Hérnia Inguinal, umbilical, fimose


Cirurgia sem internação (Ambulatorial)
Conceito:
O paciente devera permanecer no hospital por um tempo inferior à 24hs. O seu tempo de permanência será o suficiente para fazer a sua admissão, ser instalado confortavelmente no leito sob a orientação de uma enfermeira que ira acompanhá-lo ate o centro cirúrgico. Após a realização do procedimento voltara para o quarto onde será oferecido um lanche leve e em seguida terá alta com as orientações medicas dirigidas para o seu caso. Os meus pacientes ainda no consultório recebem um folder com toda a planta física do Day hospital para que a sua tramitação no mesmo seja compreendida de forma total. As recomendações governamentais para o desenvolvimento da cirurgia ambulatorial define cirurgia de ambulatório como a intervenção cirúrgica programada, realizada sob anestesia geral, regional ou local, embora rotineiramente efetuada em regime de internação, poderá ser realizada em centros médicos com segurança e estruturados. O tempo decorrido entre a admissão e alta dos pacientes devera ocorrer com menos de vinte e quatro horas.

Como surgiu a idéia?
A idéia de ter um local para a realização destes procedimentos sem a necessidade da internação surgiu da observação na minha pratica clinica dos pacientes que não apreciam o ambiente hospitalar pelo risco de contrair infecção, momentos difíceis que passaram com familiares enfermos dentro do ambiente hospitalar, fobias e custos elevados. Eu pude comprovar na pratica que estes pacientes se mostram satisfeitos no momento da alta e no primeiro retorno no consultório após o procedimento. O Fato de estes pacientes serem muito bem orientados sobre a dinâmica na clinica da internação a alta, através de livros, apostilas e CD, fazem com que a sua colaboração ate dentro da sala cirúrgica seja total, o que colabora em muito, para o sucesso dos procedimentos.

Fatores que colaboram para o bom resultado:
1-    Qualidade da assistência
2-    Participação do paciente
3-    Pessoal treinado
4-    Satisfação dos pacientes e familiares
5-   Estrutura organizacional:
 O interesse e a participação do medico, auxiliares, dos pacientes e familiares e importante para a boa orientação do paciente no pré- e pós-operatório para se obter um bom resultado da cirurgia.

Tempo de permanência dos meus pacientes operados, em media:
- Cirurgias proctologicas (hemorróida, fissura, fistula, HPV e cisto pilonidal): 01 hora.
- Hérnias da virilha, umbilical e incisional: 3/4 horas.
- Retirada da vesícula biliar: 4/5 horas
- Postectomia: 30`/60 minutos.
- Vasectomia: 30`

- Vantagens da cirurgia sem internação (Ambulatorial):
- Pequenas mudanças no dia a dia dos pacientes.
- Atenção individualizada para os pacientes.
- Mais dialogo entre médicos, familiares, pacientes e menos ansiedade.
- Menor risco de infecção.
- Retorno precoce ao trabalho e esportes.
- Redução de custos

Critérios para indicação medica:
- Idade dos pacientes: Embora importante, não e essencial.
- Condição mental e física.
- Risco anestésico.
- Aceitação dos pacientes por este tipo de procedimento.
- Situação social e familiar.

Veja as contra-indicações:
- Retardo mental
- Doenças infecciosas
- Pacientes com alto risco clinico: Hipertensos severos, diabéticos descompensados.
- Infecção respiratória: Pneumonia
- Obesidade: Obeso mórbido
- Asmático não controlado

Procedimentos mais realizados:
1-    Procedimentos Proctologicos com laser:
São os procedimentos realizados com maior freqüência. Segundo estudo de Smith, Cerca de 90% dos procedimentos proctologicos poderão ser feitos a nível ambulatorial. São cirurgias com o tempo que varia entre 30` á 1 hora entre a internação e alta. São eles: Hemorroidas, fissuras, fistulas HPV (Verrugas) e cisto pilonidal. Na sala de cirurgia as pessoas envolvidas se encontram treinadas para a realização deste tipo de procedimento, na escolha dos instrumentos adequados, fios cirúrgicos apropriados e no manuseio do laser. E uma equipe que trabalha junta há aproximadamente 10 anos. Os exames laboratoriais são solicitados se o paciente referir alguma doença previa, como: Hipertensão, diabetes, cardíacos, etc. Os pacientes são orientados durante a consulta sobre o procedimento no Notebook e no pós-operatório recebem um guia sobre os cuidados que deveram ter com a região perianal desde comportamentais ate nutricionais.



2-   Hérnias: Virilha, umbilical, epigástrica, incisional e de colostomia:
Recentemente movida pela necessidade de diminuir os custos hospitalares, a correção cirúrgica das hérnias da parede abdominal passou a ser realizada a nível ambulatorial, tornando-se bastante atrativa em nosso meio. Realizei um estudo comparativo de preços entre o tratamento cirúrgico destas hérnias a nível ambulatorial e de internação hospitalar, sendo mais barato em torno de 60% quando feita a nível ambulatorial.

Hérnias da virilha ou inguinal:
A palavra hérnia deriva do latim e significa a ruptura de uma determinada parte do corpo. A hérnia pode ser definida como a passagem, parcial ou total, de uma víscera através de um orifício patológico de sua localização normal para outra anormal. De uma maneira mais clara ainda, e que a cavidade abdominal em pacientes com hérnia apresenta um ponto de fraqueza dos músculos e tendões na região da virilha ou inguinal, este ponto apresenta-se na forma de um orifício e as vísceras acabam passando por este orifício, determinando na pele desta região o aparecimento de uma bola, principalmente aos esforços, como nos atletas. No Brasil não dispomos de dados sobre a real incidência das hérnias na população, suas complicações, custos do tratamento e de suas implicações sociais.
A correção cirúrgica das hérnias da virilha foi o segundo procedimento mais realizad em nosso centro. A cirurgia e cercada de expectativas, pelo medico e paciente. E uma afecção muito freqüente em pacientes na faixa etária entre 30 e 50 anos, fisicamente ativos, muitos são atletas de alta performance com desempenho comprometido pela hérnia que esta sujeita a complicações como o encarceramento e o estrangulamento. A maioria destas hérnias poderá ser corrigida com anestesia local e sedação, nos pacientes que não foi possível eu realizei a cirurgia com bloqueio anestésica o que não alterou muito o tempo de permanência do paciente na clinica. Existem algumas técnicas cirúrgicas para o tratamento destas hérnias que se fundamentam no fechamento do orifício acima referido com fios cirúrgicos adequados. À medida que o uso de próteses sintéticas (polipropileno monofilamentar conhecida como de Marlex, poliéster e o politetrafluoretileno) passou a apresentar mínimas complicações como a rejeição e infecção, sua utilização para o fechamento dos orifícios, e mesmo da parede da região inguinal, passou a representar o padrão ouro de tratamento, e a moderna cirurgia deste tipo de hérnia requer a colocação de uma prótese ou tela de polipropileno justificada pelos baixos índices de recidiva ou retorno da hérnia que giram em torno de 0,5 a 1% com a tela. A tela poderá ser facilmente colocada sobre o orifício que forma a hérnia e devera ser fixada aos tecidos certos com fios cirúrgicos adequados. O cirurgião para alcançar o êxito devera ter um profundo conhecimento da anatomia local o que influenciara diretamente no resultado. O tempo de admissão e alta gira em torno de 4hs e o tempo de procedimento em media 60 minutos. Os pacientes geralmente realizam um exame de sangue (hemograma) e um ECG e recebem durante a consulta todas as orientações no PC sobre a cirurgia que será realizada. O retorno devera ser com sete dias para a retirada dos pontos, oito a dez dias para o trabalho e vinte a trinta dias para atividades esportivas de baixo impacto.

Hérnia Umbilical:
O sintoma referido pelos pacientes com hérnia umbilical e o aumento de volume da cicatriz umbilical, observada principalmente nos pacientes que tem aumento da pressão abdominal determinada pela obesidade e intestino preso. O medico confirmara o diagnostico pelo exame clinico local. O diagnostico e usualmente obvio pela observação da protuberância na cicatriz umbilical associada ao alargamento do anel herniario pela palpação do medico. O abaulamento observado na cicatriz umbilical poderá ser o intestino que entrou no anel ou orifício herniario. O tratamento definitivo e a cirurgia. O procedimento poderá ser realizado com sedação mais anestesia local e consiste em fechar o anel herniario com fios ou em alguns casos com a tela de material sintético de polipropileno conhecida como tela de Marlex. Nas hérnias pequenas tenho fechado o anel ou orifício com fio cirúrgico e tenho usado a tela quando o orifício e muito grande e os pontos com fios ficam muito tensos com risco de soltar.
As complicações mais freqüentes são: os hematomas e o seromas que e o acumulo se sangue e liquido sob a pele.

Hérnia Epigástrica:
 E aquele abaulamento que aparece no meio do abdômen, principalmente aos esforços como o de levantar da cama. A incidência desta hérnia na população ocorre entre 0,5 a 10%. Representa o defeito mais comum na linha media da parede abdominal acima da cicatriz umbilical. Tem como fator causal uma falha na junção dos músculos reto abdominais. O tratamento cirúrgico consiste na aproximação dos músculos referidos com fios apropriados e sem tensão.

Hérnia incisional:
São as hérnias que ocorrem em locais da parede abdominal onde existam incisões cirúrgicas, sendo com isso sempre adquiridas. As causas mais freqüentes deste tipo de hérnia são: A obesidade, técnicas deficientes de sutura, infecção, desnutrição, múltiplas cirurgias previas na mesma incisão, quimioterapia, desnutrição, e esforço físico continuo e persistente sobre o abdome, decorrente de esporte ou trabalho. Essas hérnias podem ser muito volumosas e poderão encarcerar ou estrangular e por este risco muito freqüentemente necessitam de telas permanente.
3-   Ginecológicas:
A cirurgia ginecológica poderá ser programada e feita tranquilamente. O procedimento geralmente será realizado pela manha e a paciente terá alta à tarde. Os procedimentos mais realizados são Cistos de ovário e endometrioma.
  
4-   Urológicos:
-Fimose: Embora exista uma discussão entre os cirurgiões na literatura medico a respeito da idade ideal para a realização deste procedimento, eu indico quando surgem as infecções na glande ( cabeça ) conseqüentes ao excesso de pele ou pela incapacidade de se retrair o prepúcio e exteriorizar a glande. Nos idosos a postectomia poderá ser realizada por motivos higiênicos como nos diabéticos. A cirurgia e realizada sob anestesia local e a alta ocorrera após o final do procedimento. Os pontos dados caem sem precisar retirá-los. O retorno ao consultório devera ocorrer em sete dias.
- Freio curto: O freio e representado por um pequeno ligamento que fixa o corpo do penis a glande (cabeça) e dentro deste ligamento existem arteriais e nervos que quando estirados, principalmente durante as ereções determinam dor intensa e muitas vezes sangramento importante que impede o paciente de ter uma vida sexual prazerosa. A cirurgia e simples e eu faço com o laser sob anestesia local. O mais freqüente na minha experiência foi à associação do freio curto com o excesso de pele que são tratados no mesmo tempo cirúrgico.
          
              - Vasectomia: E importante que o paciente saiba que e um método definitivo de esterilização e devera autorizar o medico a realização do procedimento. O paciente devera fazer um espermograma antes a após o procedimento. Será feito sob anestesia local e alta ocorrera após o procedimento. 
             - Hidrocele: E um procedimento para a retirada da membrana produtora do liquido que se acumula na bolsa escrotal. Este liquido secretado pela face interna da membrana de revestimento da bolsa escrotal tem como função permitir os deslocamentos dos testículos dentro da bolsa escrotal, ocorre que este liquido algumas vezes e produzido em excesso, se acumulando e aumentando o volume configurando a hidrocele. O procedimento devera ser realizado com uma anestesia de bloqueio e a membrana produtora do liquido secionada. Os pacientes internam pela manha e a alta ocorre em media quatro horas após.

- Varicocele: A varicocele e a presença de vasos dilatados na bolsa escrotal. A cirurgia esta indicada quando há dor aos esforços, comprometimento da fertilidade, assimetria entre os testículos, especialmente quando o testículo do mesmo lado apresentar sinais de atrofia. Este procedimento poderá ser feito sob anestesia  local e a alta algumas horas após.
Obs. As cirurgias de varicocele, hidrocele e vasectomia poderão ser feitas no mesmo tempo cirúrgico.


5-   Calculo da vesícula biliar
A cirurgia para retirada da vesícula biliar representa o procedimento mais realizado pelo cirurgião do aparelho digestivo. Geralmente os pacientes procuram porque a detecção dos cálculos foi um achado na ultra-sonografia do abdômen ou porque já tiveram uma crise de cólica biliar. Eu explico ao paciente que esses cálculos poderão dar complicações, como inflamação da vesícula biliar, icterícia e inflamação do pâncreas (pancreatite aguda) que ocorrem em cerca de 5% dos casos segundo a literatura medica. O paciente devera realizar alguns exames laboratoriais e ECG. O paciente geralmente interna pela manha e terá alta a  tarde.



6-   Tumores de pele e cutâneos:
Benignos:
- Cisto sebáceo
- Lipomas- Tumor de gordura abaixo da pele
- Pólipos
- Gânglios aumentados

Malignos:
Carcinoma basocelular
Carcinoma espinocelular
Melanoma maligno

Comentário: Dr. Paulo Branco
Houve um crescimento deste tipo de procedimento em todo o mundo, principalmente nos Estados Unidos onde 65% são realizados ambulatorialmente o que se deve ao melhor monitoramento das funções vitais, ao desenvolvimento de melhores técnicas anestésicas e da tecnologia cirúrgica como o laser. Eu lembro que os pacientes permaneciam no leito por um tempo maior com sondas e o deambular ocorria, mas e nas cirurgias consideradas sem internação esta alta ocorre logo após a cirurgia. Eu acompanhei tardiamente. Hoje os pacientes são orientados a deambular e alimentação precoces. As sondas geralmente são retiradas após os procedimentos, quando indicadas, e a alta ocorre precocemente e vivi esta evolução que foi fantástica porque o principal beneficiado foi o paciente.

Contatos:
Duvidas pela internet:
- Blog da saúde
- Atendimento 24hs pelos fones abaixo:
- Consultas:
Monica: 011-86663281/34312027.
- Duvida Medica:
Fones: 011-95204135 / 78819250.