Seja bem vindo ao Blog da Saúde LGBT

Neste espaço o Dr. Paulo Branco ira continuamente publicar matérias além de responder duvidas
relacionadas a Medicina e Qualidade de Vida voltadas a população LGBT. Este espaço no entanto,
não substitui a consulta médica, que deverá ser feita pelo médico, no consultório, de corpo presente.





Alguns amigos e pacientes do Dr. Paulo Branco que inspiraram ele a fazer esse Blog.

Youtube - Dr. Paulo Branco

Youtube - Série especial de vídeos

terça-feira, 30 de julho de 2013

Consulta GAY: Quais as dificuldades referidas?


Consulta Gay: Dificuldades referidas durante as consultas.
Planos de saúde: Apresentando a sua carteira do plano de saúde terá um desconto nas consultas e procedimentos realizados pelo Dr Paulo branco.


Clinicas:
Vila Nova Conceição:
Fones:
Fixo. 11- 38467973 / 78317380
Lapa próximo ao shopping Bourbon:
Monica:
Oi.  11- 986663281
Tim. 11- 98716-4165

Mônica

Foto: Palavra do papa.

Abençoai a minha clinica

Experiência de consultório: Dr Paulo Branco
Ao longo dos meus treze anos de atendimento na minha clinica  ao publico GLBT, me foram relatadas as mais diferentes criticas e reclamações feitas por estes pacientes sobre o atendimento em consultórios e ambulatórios. A consulta deverá ser descontraída, a mais interativa possível que deixe o paciente sem nenhuma dúvida. Os pacientes GLBT deveram ser tratados e entendidos como tal. Muitos pacientes não conseguem expor seus sintomas, sentimentos e relacionamentos e me perguntam se devem por isso trocar de profissional.
Eu acho que a ética deverá ser preservada, mas muitas vezes diante de um abismo de insensibilidade é melhor trocar.

Foto: clinica. 


1- Atendimento rápido: Não consegui falar para contar a minha história!
Essa reclamação é muito comum na minha pratica clinica diária. O profissional mal escutou a minha história clinica e já saiu pedindo exames, e o que eu fiquei triste foi que muitos exames eram para DST, o que me fez concluir que os exames foram pedidos pelo fato da desconfiança de eu ser gay.
Vale a pela lembrar que o dialogo tem uma importância fundamental para uma impressão ou mesmo uma confirmação diagnostica, principalmente na proctologia, onde a maioria das doenças poderão ser diagnosticadas somente pela inspeção ou por um exame endoscópico realizado durante a consulta. Os  sintomas referidos durante a  relação  sexual, como a dor e o sangramento  tem importância e poderão ser capitais  para o diagnostico desde uma proctite ( inflamação do ânus ) até ferimentos e fissuras anais. Muitas DST como o hpv anal tem uma frequência maior entre homens que fazem sexo com outros homens, então o medico deverá escutar,  o paciente o tempo que for necessário, porque as doenças contraídas pelo contato sexual exige um dialogo claro, como dois amigos para chegar a um diagnostico e tratamento corretos.
Eu faço o diagnostico da maioria das afecções proctologicas somente pelo exame clinico. Geralmente os pacientes já se informaram na internet, lendo muitas vezes o que escrevi, tornando fácil toda a explicação que dou no PC, para chegarmos juntos a melhor forma de tratamento para o seu caso.  Se tem paciente que necessita de tempo para ser escutado é o proctologico, porque geralmente tem uma historia clinica mais longa que envolve dor, desconforto, sangramento e medo de doença grave. Eu confesso, que talvez pela experiência de consultório com o publico GLBT, com os sintomas relatados eu já tenho uma impressão diagnostica, mas deixo o paciente continuar falando, principalmente porque certamente falará do seu relacionamento.


Ilustração: Atendimento sem nenhuma forma de preconceito.

2- Constrangimento: Me fez mudar de profissional.
O constrangimento é o principal motivo que faz o paciente desistir da consulta com o proctologista. Muitos pacientes não sabem por onde começar a contar a sua história clinica e pedem ansiosos para serem escutados.  Já tive casos de pacientes que não falaram nem mesmo para os seus parceiros que tinham consulta marcada com o proctologista. Essa dificuldade foi muito maior quando se tratava de pacientes com DST com o HPV anal e perianal. Imagine e se coloque no lugar desses pacientes. Todas as pessoas na minha clinica estão preparadas para o atendimento ao publico. O constrangimento teve uma relação direta do paciente não ter abertura para falar sobre a sua vida sexual ou pelo desinteresse do profissional pelas explicações dadas pelos pacientes.



Ilustração: Não poderá haver nenhuma forma de constrangimento.



3- Relação ativa e passiva: Tentei falar mas não foi possível, não tive abertura e quando falei, acabei proibido!
Os profissionais não foram preparados para esse tipo de dialogo, porque não esta nos livros tradicionais de medicina e eu tive de aprender no dia a dia, nos últimos 12 anos de atendimento.  Exige compreensão, entendimento, sinceridade e um lado amigo para que os pacientes se sintam a vontade, porque na grande maioria dos casos precisaram falar das suas  relações passiva e/ou ativa,  dos seus romances como parte crucial para o diagnostico e tratamento e pensar de forma diferente tornara a consulta frustrante e constrangedora para um paciente GLBT e o tratamento ineficaz. Eu sempre faço questão que os meus pacientes entendam que as doenças proctologicas mais frequentes não são causadas pela relação passiva se praticada com todos os cuidados e que esta forma de relação sexual é a causa mas frequente das DST. Já ouvi muitas vezes os pacientes referirem que não faziam o sexo passivo porque foram proibidos, isso foi feito para sair e não para entrar, disse o profissional. Essa atitude para o paciente soa como uma castração dos seus prazeres.
Comentário: O sexo faz parte do lado prazeroso na vida dos gays, seja o sexo ativo ou passivo. Eles adoram a sedução associada sempre ao erotismo, principalmente a beleza corporal.   Eles deveram ser orientados para tornar o sexo mais seguro e saudável em vez da proibição, principalmente o passivo.


Foto: O importante é ser feliz.



4- Homossexualismo: Pare com isso!
 Depois de conseguir ter a coragem de falar, o profissional disse, esse tipo de relacionamento só lhe trará problemas e desvantagens, pare com isso.
A maioria dos homens referiu os fatores sociais e psicológicos, sendo a desvantagem mencionada com mais frequência a desaprovação social, por  acharem ser altamente perigoso amar outro homem, por causa de entrarem no ostracismo social. A vontade que eu tinha era de falar que me sinto feliz de ser gay e o melhor de tudo é que uma pessoa poderá encontrar a outra metade de si mesma num relacionamento com outro homem. A única desvantagem que eu acho de ser gay é ter de convencer as outras pessoas de que você é um ser humano.
Comentário: Os gays tem de se acostumarem com as atitudes negativas ou antigay presente na nossa sociedade heterossexista e tem também de passar pelo trauma em potencial de contar a seus pais. As vantagens que eu vejo são a amizade, o sexo, o companheirismo e o fato de pertencer a um grupo especial de pessoas .... sua própria sociedade. As desvantagens que eu observei e que os pacientes me falaram foram  a discriminação, a dificuldade de viver em uma sociedade aberta, com toda a liberdade de expressão e da troca de afeto e carinhos em todos os lugares e não somente em lugares frequentados somente por gays.


5- Bissexual: sofro com uma DST, já fui a dois médicos e não consegui abrir o jogo. 
Relato: Sempre fui bissexual, um rótulo que não aprovo, mas, pelo bem da boa comunicação, temos de usá-lo. 
Passei grande parte de minha vida, cerca de quarenta anos, com vergonha do meu amor e da minha atracão por homens. Á medida que fomos envelhecendo, fiquei cada vez mais neurótico e cada vez mais separados sexualmente da minha esposa, que por sua vez dava extraordinária importância ao fato de esta casada, especialmente comigo. Ela sofria terrivelmente por causa disso e estava sendo prejudicada porque continuava presa ao relacionamento sexual, apesar do fato de praticamente termos deixado de fazer sexo juntos. Eu era um homem de negócios bem-sucedido mas um dia reconheci a minha derrota. Como o movimento gay estava tendo mais aceitação, eu tinha de assumir de alguma maneira, ou desistir da minha família, a quem me sentia muito ligado. Minha mulher suspeitou de que eu andava com desejos homossexuais, e me afrontou com eles, o que me levou a tomar umas decisões. Fui a um psiquiatra e como um touro em uma loja de porcelanas comecei a estudar a mim mesmo. Enfrentei pela primeira vez toda a merda colocada em mim pela sociedade, pelos meus pais, por outros homens e finalmente pelo que a minha mulher esperava que eu fosse como homem. levamos tres anos para  superar nossos grilos, nossas suposições, e todas as pressões exercidas  sob nós. 


Na minha experiência de consultório, o paciente rotulado como bissexual é o  mais difícil para tratar e acompanhar. Ele que ser atendido em dia que eu normalmente não atenderia, esta sozinho na sala de espera e o diagnostico dado fique somente entre nós e o procedimento também em dia em que só ele esteja na clinica. O fato é que o bissexualismo não é considerado na nossa sociedade como uma opção potencialmente aberta, válida e aceitável. Uma vez um paciente me disse que os seus amigos gays ficam chateados por ele ser “meio direito “e meus amigos direitos esperam que eu volte a mim. Como tenho relacionamento com homens e com mulheres as pessoas insistem em me pôr um rótulo. Para uns sou um homossexual que mantém suas relações com mulheres para esconder de si mesmo e do mundo sua verdadeira personalidade. Para outros sou um heterossexual traumatizado por alguma experiência de infância. Na verdade sou um ser humano que gosta de partilhar suas experiências mais íntimas com outros seres humanos, pelos quais senti amizade, amor ou simpatia. Muitas vezes, penso que não posso me incluir entre ou somente como gay, porque eles excluem pessoas com interesse heterossexual. Me recuso a ser considerado gay ou direito. Quero apenas ser aceito como um ser humano. Gosto do corpo de homens e de seu cheiro. Gosto de sentir sua força e sentir também nossos corpos juntos.  Mas, comparando,  acho todo o processo sexual com uma mulher mais significativo. Não tenho certeza de que isso não seja parte do tabu com que fui educado, mas, de certo modo, com uma mulher há uma consciência mas profunda do ato. Tenho a certeza de que nunca seria capaz de viver com um homem, em monogamia, mas vivi com a minha mulher por cerca de trinta anos e não trocaria esta experiência por um casamento homossexual. 

Foto: Walcyr carrasco, bissexual assumido.

Comentário: O bissexual é um paciente que quando requer alguma forma de tratamento, principalmente se for uma DST, me exige que crie uma logística focada nele, de preferencia sem internação em hospitais e que a alta ocorra logo após o procedimento.  Eu atendo e trato com frequência pacientes bissexuais e essa logística eu sempre faço mas sem que interfira no resultado do tratamento. É muito importante faze-lo entender que eu entendo e respeito o seu comportamento sexual, mas sempre procuro mostrar a importância de manter a sua saúde em dia por envolver mas de uma pessoa na relação, o que poderá maior risco de DST.  A situação muitas vezes fica complicada quanto a possível transmissão de uma DST. Muitas vezes a pessoa é monogâmica e muitas DST são mas frequentes entre homens que fazem sexo com outros homens, mas também o contágio no sexo com as mulheres poderá ocorrer. A pratica de fantasias, uso de brinquedos eroticos, anilingus são praticadas com os homens e mulheres com riscos de transmissão das DST. Eu já vivi e sobrevivi a quase todas as situações com os meus pacientes bissexuais sejam homens ou mulheres, que geralmente é tensa na revelação da preferencia sexual e acabou na separação do casal, mas muitos casos com o dialogo, houve uma compreensão e permaneceram juntos mesmo como casal ou bons amigos. O bissexual tem como foco as suas emoções e não a pessoa. Ja tive paciente que veio na clinica apaixonado por um homem e meses depois retornou com a mesma paixão só que por uma mulher.  Eu sempre peço, no inicio, para que o paciente volte mensalmente na minha clinica para que eu possa fazer um controle rigoroso  através de exames clinico, endoscópico e microscópico.



6-  Promiscuidade gay: Tento um relacionamento sério, monogâmico, emocional mas só aparece convite para sexo casual, sem compromisso, baladas ou envolvendo pessoas, sinceramente prefiro ficar só!


Foto: Promiscuidade.

A promiscuidade é definida pela Organização Mundial de saude ( OMS) como ter mais de dois parceiros sexuais por ano, aqui pra nós, difícil nos dias atuais. Se você ler qualquer livro, artigos e revistas medicas ou não, a maioria relata que a promiscuidade é mais frequente entre  homens que fazem sexo com outros homens. Eu tenho observado na minha clinica que a promiscuidade entre os gays aumentou muito pela freqüência em locais publicos como as saunas, lugares de encontro noturno para o publico GLBT e com a pratica frequente do sexo casual com mais de um parceiro nestes locais. Muitos homens disseram que “promiscuidade” é uma palavra com muitas conotações negativas, que eles preferiam não usar. Um homem respondeu: “ Promiscuidade “ é uma palavra ridícula! Um outro afirmou que assim como não é apropriado classificar uma pessoa por suas preferencias sexuais, também não é apropriado unir o termo “gay” ao termo “promiscui”.
Parece haver mais promiscuidade em homens que se permitem passar de um para outro com um mínimo de atração emocional. Mas não acho que se possa falar de promiscuidade gay mais do que de promiscuidade heterossexual. Há pessoas promíscuas e outras que não o são, e existem ambas as preferencias sexuais. Acho que a promiscuidade gay é mais evidente, pois os homossexuais foram obrigados pela sociedade a se identificar na base primaria da sua preferencia sexual.
Comentário: A maioria dos homossexuais talvez sejam celibatários. A chamada promiscuidade gay é um mito, no sentido de que a maioria dos gays vivem vidas de tranquila frustação. Estão tão presos que tem medo de sair e fazer sexo com qualquer um, e assim são virtualmente celibatários ou vivem como heterossexuais. 

Foto: Parceiros






sábado, 20 de julho de 2013

Preservativo: DST, os brasileiros esqueceram de usar.



Clinica: Dr Paulo Branco
Planos de saúde: Trazendo a carteira do seu plano de saúde, terá um desconto nas consultas e procedimentos realizados pelo Dr Paulo Branco.



www.medicinaintegrada.med.br
Clinicas:
Vila Nova Conceição:
 Fátima: 
Fixo. 11 - 38467973
Vivo. 11 - 99912-2513
Lapa proximo ao shoping Bourbon:
Monica: 
0i. 11 - 986663281
Tim. 11 - 98716-4165

Fotos: Clinica







Foto: Video educativo no YouTube




Tema: Preservativos



Atenção: Eles são seus amigos, use e abuse deles.


Não esqueça!


- Introdução:
Conhecida como preservativo masculino ou condom, a camisinha é  uma cobertura fina de látex que envolve o pênis durante o ato sexual, representando o melhor método de prevenção contra as doenças sexualmente transmissíveis e o mais importante recurso contra a AIDS. É um método nem sempre bem aceito pelos parceiros, que alegam diminuir o prazer e a sensibilidade por mais fina que sejam as camisinhas modernas. A verdade é que as camisinhas sao de baixo custo, encontradas com facilidade, com relativa facilidade de uso e baixos índices de complicações.  A tendência quase universal vem sendo de recomendar o seu uso rotineiro, em especial, nas situações onde não se tem certeza da monogamia de um ou de ambos os parceiros, no sexo casual e no sexo forte consentido muito, este muito frequente entre os gay's. É preciso saber usá-la de forma correta para que sua função seja comprida. 

- Obedeça as regras para o seu uso:
- O usuário deverá ver se a embalagem não está violada.
- Não apresenta sinais de umidade.
- Esta dentro do prazo de validade. 
- Colocar a camisinha desde antes da penetração. 
- Ar: O abaulamento existente na ponta do preservativo precisará ser apertado para que não se forme uma bolha de ar, o que facilitaria a ruptura do mesmo. 
- Deverá ser retirada logo após o final da relação, apertando junto à base do pênis para evitar um vazamento do esperma e o seu contato com as mucosas.
- Evitar o uso de mais de uma camisinha, que aumenta o risco de perfuração.
- Lubrificação: Sempre a base de água.
- Use o numero adequado.
- Cubra a glande e corpo do pênis.



- Seja responsável: 
Coloque desde o inicio e não no final da relacao quando já poderá ter havido o contágio. Pesquisa concluiu que mas da metade da população brasileira não coloca a camisinha na hora da relação. Em um mundo globalizado que fala aos quatro ventos sobre a importância do uso do preservativo na prevenção das DST,  qual seriam os principais motivos dos brasileiros de abandonarem a idéia de usar o preservativo?
O curioso desta pratica irresponsável é que mais de 95% das pessoas tem esta informação mas não colocam em pratica. Entre os mais jovens, principalmente nas baladas, não recebe o devido valor e as vezes sendo retirado no meio da relação pelo ativo sem que o passivo perceba. O ativo justifica que o preservativo diminui a potência da ereção. Os mais idosos referiram que a sua geração não criou o habito de colocar a camisinha o que foi comprovado em uma pesquisa, na qual 63% dos indivíduos com idade entre 60 a 80 anos realizaram sexo sem preservativo. Na minha clinica aumentou ou dobrou a infecção pelo HIV e HPV nesta faixa etária.

 Comentário: 
- Ao longo dos anos, escutando os pacientes, ouvi frases do tipo:
- Já não tenho tanto medo de pegar AIDS porque já existe tratamento e não se morre mas da doença. 
- Detesto usar o preservativo porque me tira a sensação gostosa do sexo oral.
- Adora o sexo oral, mas com a camisinha parece que estou chupando uma bala envolvida no papel.
- A minha ereção com a camisinha não é a mesma, fico inseguro, querendo logo ejacular e após ejacular fico com ardor forte na uretra ao urinar e as vezes na cabeça do pênis.
- Nas preliminares não uso nunca o preservativo, por me tirar a sensibilidade.


Uso do preservativo pelos brasileiros, como anda?
Uma pesquisa que entrevistou mais de 2 mil pessoas de todas as regiões do Brasil e obteve resultados preocupantes, como a de que 52% dos brasileiros nunca ou raramente usam preservativos, 10% utilizam as vezes e só 37% se protegem sempre ou frequentemente.





- Situações de risco: Cuidado
 Abaixo coloquei as principais situações de risco para contrair uma DST. Leia com muita atenção e não caia nessa.
Nestas situações é comum o passivo e o ativo esquecerem do preservativo.

Comentário: Dr Paulo Branco
Essas situações foram referidas pelos pacientes na minha clinica como as responsáveis pelo contagio por uma DST, portanto você deverá ficar atento e evita-las para não ser o próximo infectado.


Fantasias desprotegidas:


Simpatizantes do fetiche e anilingus
Comentário: Anilingus consiste em estimular a rica rede de terminações nervosas existente na pele perianal e no ânus através de beijos e da língua que desliza para dentro e fora do ânus. Esta pratica aumenta o fluxo de sangue para p pênis, melhorando a ereção. Poderá transmitir DST como a hepatite C, HPV, herpes e gonorreia. A AIDS não é de fácil transmissão por essa via. Na minha opinião e independente da preferencia sexual, as pessoas deveriam durante a relação, principalmente nas preliminares, explorara mais essa região que é altamente excitante e erogena. 



Sexo forte e promiscuidade:
                           Praticantes do sexo forte e da promiscuidade: As DST na minha experiencia clinica tiveram uma incidencia maior na promiscuidade. A OMS define a promiscuidade, quando você tem mais de 2 parceiros por ano.
Comentário: Com a explosão do erotismo e com a facilidade das diferentes formas de relação sexual, desde o amor verdadeiro até o pago, ficará muito difícil nos dias atuais não ser promiscuo. Mantenha a sua vida sexual ativa, pratique as suas fantasias e erotismo mas de forma responsável com  a sua saúde e a do seu parceiro, seja ele quem for.




Sexo oral desprotegido:


                  Sexo oral sem camisinha: O esperma poderá conter os agentes infecciosos, como o HIV e ser absorvido através de ferimentos na boca ou mesmo por processos inflamatórios como as gengivites.
Comentário: Abaixo, sexo oral sadio e seguro, pratique.
- Sempre usar preservativo se não for parceiro fixo.
- Nunca ejacular na boca do parceiro, pois há risco de transmissão de DST.
- Na praticar o sexo oral se houver odor, lesões, verrugas no pênis ou ânus em um dos parceiros.



Doenças que passam desapercebidas:

Herpes pênis: Área vermelha com pequenas bolhas.

Comentário: A pratica do sexo oral é o preferido entre homens. O herpes é uma DST frequente e nesta fase das pequenas bolhas ou vesículas é que ocorrerá a transmissão. O uso da camisinha lhe protegerá do contágio.







Herpes labial: Percebeu, camisinha.






HPV:  Verrugas


Pênis, pele perianal e dentro do canal anal.

Comentário: Esta é a DST que tenho tratado com mais freqüência na minha clinica com o laser, tanto na região anal como no pênis. Praticamente todos os pacientes que eu tratei referiram não usarem o preservativo nas preliminares ou durante toda a relação. No pênis eu sempre retiro as verrugas com o excesso de pele se estiver presente com laser sob anestesia local. Na região anal eu tenho tratado combinando o laser com a detecção das verrugas pelo microscopio. Falar sempre ao paciente que a doença é crônica e deverá retornar para uma analise clinica e microscópica. 








Fissura e ferimentos: região perianal e anal, Risco.
Comentário: Eu peço aos meus pacientes com fissuras e ferimentos a não fazerem o sexo passivo, porque estes representam portais de entrada para DST e outras infecções. Primeiro eu realizo o tratamento adequado com pomadas com alto poder de cicatrização e depois libero para o sexo passivo. Peço para retornarem semanalmente para que eu acompanhe o processo de cicatrização de perto. As vezes os pacientes não resistem a tentação e praticam o passivo, se isso acontecer a camisinha não deverá ser esquecida de forma nenhuma, pelo alto poder de infecção pelos ferimentos.






Hemorroida: Não é causada pelo sexo passivo.
Comentário: O sexo anal não causará hemorroidas ( circulo amarelo), porem se você sangrou ou tiver uma inflamação das mesmas, primeiro trate. Para os pacientes que praticam o sexo passivo eu prefiro uma forma de tratamento mais definitiva, associando a nutrição e comportamentos saudáveis a ligadura elástica e/ou laser.




Sexo ativo e passivo desprotegido, sem preservativo:

        Sexo passivo sem preservativo: Essa forma de contaminação,  por incrível que pareça ainda é  frequente, principalmente no sexo casual, nas baladas e uso de drogas. Aqui o risco de contaminação se da para o ativo e passivo, pela contaminação peniana e anal. 
Comentário: Sempre dê uma olhada durante as preliminares na glande (cabeça) do pênis e na pele perianal em busca de verrugas, areas avermelhadas, secreções, bolhas e sangramentos.






Usar duas camisinhas: 


                        Usar duas camisinhas: Aqui há o risco de uma camisinha deslizar sobre a outra e sair ou de ocorrer uma perfuração pelo atrito entre as duas camisinhas que poderá aumentar o calor local e perfurar.

Comentário: Causas de perfuração.
Uso de lubrificante insuficiente ou inadequado, que mudam a textura dos preservativos, vaselina, ou óleos minerais derivados do petróleo que diminuem a resistência do preservativo que é feito de látex natural, tornando menos resistente ao atrito durante a relação normal ou coito prolongado.



O que fazer se a camisinha estourar dentro do ânus?

- Manter a calma.
- Parar a relação imediatamente e retirar o pênis do ânus.
- Não introduzir nada no ânus para tentar retirar a camisinha ou restos.
- Tentar a evacuação para elimina-la.
-  Os casos que me procuraram, referindo não eliminarem o preservativo, realizei uma endoscopia. 







Usar o numero errado do preservativo:
                Tamanho inadequado da camisinha: A camisinha muito apertada poderá perfurar ou gerar um desconforto com diminuicao da erecao e risco de escape do esperma. A camisinha grande poderá sair dentro do reto durante a relação e se tornar um sexo totalmente desprotegido.  Já tive pacientes nas duas situações. Acompanhei com exames e já tive de retirar  com o anuscopio a camisinha do reto.






Erro na colocação da camisinha:


Camisinha cobrindo somente a glande: É um fato, muitos ativos não colocam a camisinha na hora da relação, deixando para o passivo que poderá coloca-la de forma inadequada como mostra a figura. 

                          Forma correta: Cobrindo quase todo o corpo do pênis.






Saunas: Hábitos e comportamentos errados




              Saunas: Muitos pacientes não acreditam na possibilidade da contaminação por uma DST, na sauna.  



Comentário: Eu pude acompanhar o aumento das DST em pacientes frequentadores de saunas, principalmente nos pacientes com idade superior a 60 anos. Esses pacientes me referiram que não tem o habito e nem a paciência de usar a camisinha quando ativos e nem de controlar o ativo na relação, quando passivos. A promiscuidade foi também muito referida, que costumam subir para os quartos em casais, para realizarem as suas fantasias. Eu acho que todos nós temos o direito de realizar as nossas fantasias eroticas, mas de forma responsável.