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relacionadas a Medicina e Qualidade de Vida voltadas a população LGBT. Este espaço no entanto,
não substitui a consulta médica, que deverá ser feita pelo médico, no consultório, de corpo presente.





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segunda-feira, 7 de julho de 2014

Cisto Pilonidal: Técnica fechada


Cisto pilonidal, proctologista descreve o artigo escrito no livro do colégio americano de cirurgiões, com ilustrações e casos clínicos e video educativo.


                            Video educativo: Cisto Pilonidal.


Dúvidas:
e.mail. paulobranco@terra.com.br
whatsapp. 995204135 / 987164052


Caso Clinico:
Tenho cisto pilonidal há 4 anos, e já drenei três vezes, e a ultima fazem 6 meses. No momento não tenho dor e perda de secreção. Posso ficar sem operar, porque ficar com aquela ferida aberta?
Pergunta enviada pelo celular.
Resposta: O Cisto pilonidal é uma doença, cuja única forma de tratamento definitivo será a sua retirada cirurgica. Casos como o seu eu prefiro fazer um estudo radiologico pela Ressonância Magnetica para saber se o cisto é formado por um trajeto, chamado de simples ou por mais de um trajeto, dito complexo e a sua verdadeira extensão. Quanto a cirurgia eu sempre faço a retirada do cisto com o laser e depois a técnica semifechada, ou fechada que favorecem a qualidade de vida dos pacientes e a cicatrização foi mais precoce.  



Contatos:
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Fixo: 11-36728943
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Centro: Na Praça da Republica.
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Dúvidas: Nos envie a sua.
whatsApp. 995204135



Definição e Incidência:
-     O termo pilonidal significa ninho de cabelo.


-     


Doença pilonidal refere-se à infecção da gordura abaixo da pele que ocorre na metade superior do sulco interglúteo. Ela poderá apresentar-se como um abscesso pilonidal agudo, como uma ferida indolor, resistente à cicatrização espontânea, causando desconforto e com saída de secreção amarelada.


Abscesso Pilonidal:





  Ela apresenta-se tipicamente na terceira década de vida, porém ocorre também em adolescentes e em pacientes com mais de 30 anos.
Incidência: O Cisto pilonidal Acomete os homens com maior frequência do que as mulheres na relação de 3:1, sendo mais comum em indivíduos com maior quantidade de pelos no corpo.
   
Pelos: Quantidade maior.




Sintomas: Os pacientes apresentam-se   tipicamente com dor, vermelhidão  e tumefação na parte média do sulco interglúteo sobre o sacro e o cóccix.
- Muitos pacientes apresentarão drenagem espontânea do abscesso, que aliviará temporariamente os sintomas. Isso poderá dar origem a um ciclo crônico de drenagem e recrudescência do abscesso, antes que o paciente eventualmente procure o médico. Assim, alguns pacientes já apresentam um processo crônico como manifestação inicial.
- Os pacientes também podem relatar a história de terem sido submetidas a varias diferentes técnicas cirúrgicas para tratar a doença. Eles podem apresentar uma ferida persistente na linha média, causada pela excisão da lesão ou por rotação de retalho mal sucedido. Aqueles pacientes com doença de longa duração apresentam tipicamente múltiplos trajetos, que em geral estendem-se  para cima a partir do orifício na linha média.
- O termo cisto é impróprio, porque a parede da cavidade não é revestida por epitélio ou porque não há uma capsula verdadeira.

Patogenia:    
-     Dados atuais sustentam a teoria de que o Cisto pilonidal é uma condição adquirida. O Cisto pilonidal foi observada nas mãos de barbeiros e tosquiadores de ovelhas, indicando que os pelos implantados podem iniciar a condição.
-     Além disso, as lesões pilonidais parecem ter as características patológicas de uma reação de corpo estranho, consequente a pelos implantados ou encravados na pele e com processo inflamatório em sua volta.   


Origem: Pelos invertidos.

-     



  Não existem experimentos publicados que comprovem ou refutem diretamente as teorias atuais sobre como o Cisto Pilonidal ocorre.

Apresentação inicial: Abscesso Pilonidal
-     Os sintomas apresentados por muitos pacientes incluem, dor, tumefação e vermelhidão próximos à extremidade proximal do sulco entre os glúteos, com ou sem drenagem espontânea.
- Um abscesso pilonidal agudo não é diferente de um abscesso agudo em qualquer localização do corpo,. Ele requer incisão e drenagem, antes de considerar-se qualquer outro tratamento definitivo.





- Um abscesso crônico é a cavidade real formadora do Cisto Pilonidal, que apresenta drenagem crônica e não cicatriza devido à presença de pelos e corpos estranhos, razão pelo qual somente a sua retirada cirúrgica representará a única forma de tratamento definitivo.
- Tampar o orifício de drenagem não ajuda em nada, é doloroso, e interfere potencialmente na drenagem e na cicatrização.
- Antibióticos estão indicados somente se houver uma celulite significativa.

Conduta: Dr. Paulo Branco
Na fase aguda de formação do abscesso, eu prefiro fazer a drenagem simples e antibioticoterapia. Os pacientes tiveram boa evolução clinica.

Tratamento Cirúrgico:
 Raspagem dos pelos: A retirada dos pelos deverá ser feita até a completa cicatrização da ferida cirúrgica.


Depilação a laser antes da cirurgia:



Comentário: Dr. Paulo Branco
Eu sempre solicito uma depilação com laser na volta da ferida cirúrgica, tem grande importância por ser o pelo, o mais envolvido na causa da doença.
- A cirurgia realizada com maior frequência é a incisão na linha média, com ou sem fechamento primário da ferida, porque a maior  parte da doença crônica ou recidivada encontra-se localizada na linha média. Nesse procedimento é retirado apenas o tecido anormal da linha média.

Destelhamento e cicatrização por segunda intensão:
-     A excisão da linha média sem fechamento primário deixa uma grande ferida, associada a longos períodos de cicatrização. Se o fechamento da ferida não estiver indicado ( por exemplo, se houver abscesso), uma incisão menor com período de cicatrização muito menor pode ser conseguida com o destelhamento ou deixando a ferida aberta. As feridas abertas requerem trocas de curativo e cuidados com a ferida , enquanto o destelhamento necessita de metade do tempo de cicatrização necessário para o fechamento após excisão alargada e profunda.




Curetagem do leito do cisto:


Comentário: Dr. Paulo Branco
 Evito esta técnica, porque a literatura médica indica índices de recidiva ou retorno da doença maiores que 13%.



- Retirada do Cisto Pilonidal:
Tenho feito a retirada do cisto pilonidal com o laser, sob anestesia local e as vezes associada a sedação leve. Sempre fecho a ferida cirúrgica, porque deixar aberta, sinceramente é um sofrimento para os pacientes. Os pontos são retirados, geralmente em duas semanas.



Fechamento da ferida:

Cicatriz











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