Seja bem vindo ao Blog da Saúde LGBT

Neste espaço o Dr. Paulo Branco ira continuamente publicar matérias além de responder duvidas
relacionadas a Medicina e Qualidade de Vida voltadas a população LGBT. Este espaço no entanto,
não substitui a consulta médica, que deverá ser feita pelo médico, no consultório, de corpo presente.





Alguns amigos e pacientes do Dr. Paulo Branco que inspiraram ele a fazer esse Blog.

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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

HPV: Duvidas enviadas pelos internautas com ilustrações



Perguntas e respostas sobre o HPV
Planos de saúde: Trazendo a sua carteira do plano de saúde, terá um desconto nas consultas e procedimentos realizados pelo Dr Paulo Branco.
Clinicas:
Lapa:  011- 986663281 c/ Mônica.
Vila Olímpia: 011 – 38467973 c/ Fatima.
whtasApp: 995204135



HPV: Colposcopia anal com tecnica coloração.

Colposcopia: Exame realizado pelo Dr Paulo Branco para detectar e tratar o vírus do HPV antes que se torne uma verruga.
                                        Microscópio: Usado pelo Dr Paulo Branco 
                                          para detectar precocemente o HPV.    

Perguntas e respostas:
1-Quais os outros nomes que recebe a doença?
Verrugas genitais, condiloma e crista de galo.
2-O sangue e uma forma de transmissão?
O sangue não e uma forma de transmissão como no HIV e hepatite.
3-No homem quais as regiões que ocorrem com maior freqüência?
Penis: Na pele do prepúcio ( pele em excesso)
               Anus: Mais frequente na pele perianal  mas poderá acometer o canal anal na sua parte interna.
4-Quais os sintomas mais freqüentes?
As verrugas, coceira e perda de secreção anal.

5-Toda verruga genital e HPV?
Não. Em torno de 80% dos casos de verrugas genitais, a causa e o HPV.

6-Quais os tipos de lesões que devemos nos preocupar?
As verrugosas, manchas escuras ou avermelhadas, salientes ou não.
7-Tenho verrugas em outras partes do corpo será HPV?
Geralmente são causadas pelo HPV e deveram ser retiradas porque incomodam, pelo tamanho e estética.

8-E importante realizar a biopsia?
Na infecção anal, geralmente não e pedido de rotina como para o colo uterino na mulher e permite fazer dois exames:
- Histológico: Mostra as modificações celulares.
- Captura Hibrida: Detecta o DNA viral e indica o seu tipo.

9-Quais as formas de contagio?
Contato com a pele previamente infectada e objetos de uso pessoal, como sabonete, roupas intimas e objetos sexuais como os brinquedos ou dildos. O aperto de mao, o abraço, o beijo social e o ar não transmitem o HPV. E necessário  que existam áreas expostas que permitam a penetração do vírus.

10-             E grande a chance de contaminação pela relação sexual?
Aproximadamente 70% das pessoas que tem relação SEM CAMISINHA ADQUIREM ESTE virus, embora nem todos adquirem ou desenvolvem a doença.
11-             E  porque não ocorre em algumas pessoas, apesar do contagio com o vírus?
Felizmente, aproxidamente 60% dos casos apresentam remissão espontânea, isto e acabam por eliminar o vírus espontaneamente antes de apresentar a doença  e sem qualquer forma de tratamento  o que esta relacionado diretamente com a resistência ou imunidade de cada paciente.

12-             Como posso saber se estou com a doença?
As verrugas representam a expressão clinica da doença e o medico ao vê-la ou palpala poderá confirmar o diagnostico.

13-             Quanto tempo leva para aparecerem os primeiros sintomas da infecção pelo HPV?
E chamado em medicina como período de incubação e poderá levar de três semanas a oito meses.

14-             O sexo oral tem risco de contaminação?
Sim. As verrugas poderão esta presente na boca, lábios, língua, laringe e faringe.

15-             O HPV poderá se transformar em câncer anal?
Sim. O fato de ter o vírus não aumenta as suas chances de ter o câncer anal.

16-             Qual a melhor forma de tratamento?
Cada medico tem um protocolo de tratamento. O meu que realizo há alguns anos e a associação do laser com medicamentos que aumentam a resistência ao vírus. O medico tem de ter o cuidado de analisar a parte interna do canal anal.

Obs: Eu não uso ou indico nenhuma forma de pomadas para tratar o HPV e só trato som o laser.


17-             Como prevenir?
Usando camisinha, evitar a promiscuidade e muitos parceiros.


18-             Há cura para o HPV?
Não. Alguns pacientes iram eliminar os vírus com a sua imunologia ( Anticorpos ) e outros não conseguiram.

19-             Posso ter relação normal após tratamento do HPV?
O objetivo do tratamento e o bom resultado funcional e estético para que você volte a ter uma vida normal. Eu não gosto do resultado estético das pomadas e eu ao longo destes anos já tratei de pacientes com complicações orgânicas, como o estreitamento anal decorrente do uso das pomadas, principalmente dentro de anus e reto distal.


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Proctologista: Fistula perianal com ilustrações




Fístula anal:  Proctologista 

Planos de saúde: Trazendo a sua carteira do plano de saúde, terá um desconto nas consultas e procedimentos realizados pelo Dr Paulo Branco.


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Lapa: Monica: 011 - 36728943 / 986663281
Vila Olímpia: Fatima: 011 - 38467973
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As fístulas anais representam uma das afecções mais frequentemente tratadas na minha clinica. É uma afecção que deverá ser diagnosticada e tratada por especialista. Tenho visto muitos pacientes sem diagnostico ou com diagnostico errado como furúnculo por exemplo. Sempre em palestras eu falo que o diagnostico das fístulas deverá a principio ser feito de forma simples somente pela palpação do medico proctologista e os exames mais sofisticados como a ressonância pélvica deverão ser indicados na dúvida diagnostica ou na recidiva da fístula.

Fístula Anal
As fístulas e os abscessos perianais fazem parte dos processos supurativos ou infecciosos dos tecidos que formam o canal anorretal. Os abscessos e fistulas perianal fazem parte de um conjunto de sinais e sintomas que têm como base a origem na mucosa do canal anorretal, particularmente na transição entre o ânus e o reto. Na grande maioria das vezes a supuração ou abscesso é inespecífico e em cerca de 10% dos casos está associado a uma afecção intestinal, podemos dizer então que as fístulas anais resultam de um processo infeccioso em glândulas anais, que desce pelo espaço entre os esfíncteres, formando de inicio um abscesso perianal que poderá drenar espontaneamente ou cirurgicamente dando origem a um trajeto chamado de fístula.

Causa:Primeiro ocorre uma inflamação da glândula anal que posteriormente se torna um abscesso, este cresce entre os músculos anais na direção da pele perianal ou nádega. Este abscesso poderá ser drenado cirurgicamente ou espontaneamente na nádega através de um orifício. A fistula perianal é formada por dois orifícios, um interno que está localizado no ápice da glândula e através deste que os microorganismos penetram nas mesmas ( glândulas ) dando origem a infecção inicial que posteriormente forma o abscesso que drenará em um orifício externo. A fístula é o conjunto dos orifícios mais o trajeto. Podem ocorrer trajetos secundários, multiplicidade de orifícios e mesmo de secreção.








Sinais e sintomas:O principal sinal clinico de fístula perianal é a drenagem de material purulento através do orifício perianal, com aumento da dor local. O orifício interno e o trajeto fistuloso poderão ser sentidos pela palpação local do medico como um cordão endurecido ou fibroso que se dirige para o orifício externo. A palpação do trajeto fistuloso poderá levar a drenagem de secreção purulenta por um dos trajetos.

Diagnostico:Na fase aguda uma tumoração ou abaulamento geralmente avermelhado e com aumento da temperatura da pele poderá ser facilmente identificado pela inspeção local. Essa tumoração piora com o deambular e as evacuações. Poderá ocorrer uma drenagem da coleção purulenta pelo próprio organismo com um alivio da sintomatologia. O elemento diagnostico mais importante da fistula é identificar a comunicação do processo infeccioso com o canal anorretal. Geralmente este trajeto é bem identificado pela palpação local de um cordão fibroso, se isto não ocorrer pedimos uma ressonância magnética ou uma ultra-sonografia endoanal. Como o abscesso e a fístula fazem parte de uma mesma doença, é possível fazer um diagnostico dependendo da fase que a afecção se encontra. O diagnostico diferencial deverá ser feito com as infecções locais como dermatites, foliculites, furúnculos, etc.


Classificação:
1- Quanto ao numero de trajeto:

- Simples: São as fístulas formadas por um trajeto e poderá ser palpada como um cordão fibroso que se dirige da nádega para o interior do canal anal. O orifício externo da fístula geralmente está situado distante da abertura anal, cerca de 2 a 3 cm.



- Complexa: São as fístulas formadas por mais de um trajeto ou orifício e muitas delas poderão comprometer com mais freqüência os músculos que formam a região perianal ou mesmo se localizarem em regiões de difícil acesso para o diagnostico e tratamento.



2- Em relação ao músculo anal:
- Pré-esfincteriana: O trajeto da fístula passa entre o músculo e a mucosa, isto é passa pela frente do músculo.

- Trans-esfincteriana: O trajeto da fístula passa através das fibras musculares.

Obs. O tratamento cirúrgico destas fístulas apresenta uma maior incidência de incontinência anal, porque a retirada completa da fístula exige a retirada do músculo. O cirurgião deverá ter o preparo e habilidade para fazer uma aproximação adequada dos segmentos musculares no momento da cirurgia diminuindo assim os riscos da incontinência.

- Pós-esfincteriana: O trajeto fistuloso passa por trás do músculo.



Tratamento:
Abscessos:
- Abscessos superficiais
Realizo a sua retirada com o respectivo trajeto fistuloso na mesma cirurgia.
- Abscessos profundos: Realizo somente a drenagem, pois aumenta o risco de lesar os músculos responsáveis pela continência anal.

Fístulas:- As Fístulas que não fecham espontaneamente deveram ser tratadas pela retirada cirúrgica.

Existem várias técnicas de tratamento cirúrgico. A retirada da fístula com o laser, sob anestesia local com alta algumas horas após a cirurgia é a conduta adotada na minha clinica.


Comentário: Dr. Paulo Branco
Ás fistula geralmente são de trajeto curto e o cirurgião se tiver um instrumental adequado, incluindo o laser realizará a cirurgia completa, isto é retirando os orifícios e o trajeto fistuloso. O tempo difícil da cirurgia para a retirada da fístula é a identificação do orifício interno da fístula. Eu desenvolvi um instrumento que identifica com facilidade este orifício, o que torna a cirurgia mais fácil e a possibilidade do cisto voltar menor. As fistulas que passam pelo músculo anal ou trans-esfinteriana requerem um exame intra-operatório minucioso do seu trajeto. Após realizar a anestesia local eu idealizei um guia metálico com disposição em V que externaliza o orifício interno e me dá a posição exata da fístula em relação ao músculo esfíncter interno o que tornou a cirurgia possível de fazer sob anestesia local e a retirada da fístula com os seus orifícios mais fácil. Os casos de fístulas recidivadas por mim reoperados me levaram a conclusão de que uma boa técnica cirúrgica associada ao guia referido e o laser permitiram o sucesso da reoperação.


Proctologista: Hemorroida com laser ( ilustrações)


Proctologia: Hemorroida com laser

Planos de saúde: Trazendo a sua carteira do plano de saúde, terá um desconto nas consultas e procedimentos realizados pelo Dr Paulo Branco.




Laser
Contatos:
e-mail/msn.paulobranco@terra.com.br
Vila Olímpia: 011 - 38467973
Pompeia: 011 – 986663281
Site: medicinaintegrada.med.br

Anatomia vascular anorretal:
Existem muitos vasos que arteriais e venosos na parede do Reto , ânus e períneo, portanto esta região é ricamente vascularizada. Entenda que estes vasos são divididos em artérias e veias. As primeiras levam os nutrientes e oxigênio para os tecidos e as veias captam os detritos resultante do metabolismo celular e levam para o fígado e rins para uma depuração  
Essas veias a semelhança das pernas dilatam e formam as varizes da região anal conhecidas como hemorróidas. Se essas hemorróidas estiverem localizadas dentro do reto são chamadas de internas e se fora externas. As internas são classificadas de acordo com o seu prolapso ou saída pelo ânus em :
Ilustração: Vascularização 
Artérias, veias e Hemorroida


- Primeiro e segundo grau:
Estão dentro do reto e tem o sangramento vermelho vivo INDOLOR que goteja no vaso sanitário ou mancha o papel higiênico como o principal sintoma.
Essas hemorróidas poderão ser diagnosticadas por um exame endoscópico da parte interna do ânus e tratadas por medicamentos administrados por via oral que
 estimulam o esvaziamento das veias retais, associada a uma dieta rica em fibras, exercício físico regularmente e/ou ligadura elástica, essa  consiste em colocar um pequeno anel de borracha na base da hemorróida que seca e cai. Eu tenho associado ao laser na minha clinica a borrachinha.

Veias: Em azul dentro do reto

Hemorroida de primeiro grau
Tratamento: Ligadura elástica 

- Terceiro e quarto grau:
Essas hemorróidas poderão ser visualizadas no bordo anal como pequenas bolhinhas revestidas por pele. O sangramento indolor também está presente e poderá está associado ao prurido ( coceira). Pontadas dentro do reto e dor. A dor poderá ser por uma inflamação na parte interna do reto conhecida como proctite, fissura ou ao abscesso anal. Essas afecções estão no bordo anal e um medico experiente ao olhar o canal anal associada ao toque sem muita pressão confirmar o diagnostico. O tratamento de inicio é clinico já acima referido e se não resolver será cirúrgico. A cirurgia há alguns anos eu tenho feito com o laser sob anestesia local. O laser por ser programado determinará uma cicatrização mais uniforme, estética e mais rápida que a cirurgia tradicional. Você recebe uma apostila com todas as orientações sobre os cuidados com região anal e uma dieta rica em fibras. 

Ilustração: Hemorroida

Hemorroida: Terceiro grau

Hemorroida: Quarto grau

Hemorroida: Quarto grau

Tratamento: Laser


Ilustração: Complicações pós cirurgia da hemorroida.  




- Hemorroidas Externas:
Essas hemorróidas poderão ser visualizadas na parte externa da abertura anal. Muitos pacientes me procuram porque essas hemorróidas os incomodam do ponto de vista estético e as mulheres também reclamam da dor ou coceira resultante do atrito da pelhinha com a calcinha ou por esta impede uma higiene adequada após as evacuações ficando detritos fecais que irritam a pele determinando uma dermatite com intensa coceira em alguns casos.
Essa pelhinha é diagnosticada em medicina como PLICOMA , sendo formada pela pele isquemiada ( morta) e um vaso abaixo 
dela.
Tratamento definitivo: 
A cirurgia é a única forma de tratamento definitiva para uma correção estética que é muito pessoal e importante para o paciente e não muito compreendida pelos médicos. Eu realizo a retirada com o laser, alcançando o resultado estético e funcional desejado.

Ilustração: Plicoma ou pelinha.

























Laser: Sala cirurgica adequada














- Trombose hemorroidária:

O sangue desta hemorróida externa poderá coagular dentro da hemorróida, levando ao aparecimento de uma bolhinha dura, fora da abertura anal e muitas vezes de aparecimento abrupto, deixando o paciente apreensivo. Esta trombose poderá se resolver espontaneamente, sendo o coagula expulso pelo organismo através da pele ou se isto não ocorrer deverá o coagulo ser retirado cirurgicamente.

Ilustração: Trombose hemorroidaria 
Pós retirada com o laser


Tratamento: Laser

Perguntas e respostas em proctologia:
Porque o Sangramento é vermelho Vivo se a hemorróida é uma veia?

Resposta: O corre que o sangue que vem pela artéria passa para a veia antes de chegar nos tecidos o que em medicina se chama de fístula, determinando uma dilatação das veias e como essas têm orifícios na sua parede, o sangue vermelho proveniente da artéria sob pressão esguicha por estes orifícios.



Ilustração: Veja as comunicações 


Hemorróida é sempre uma doença benigna?
Resposta: Sim, do principio ao fim independente do seu tipo se interna ou externa. O pólipo, é considerado cancerígeno.

Foto: Pólipo, deverá ser retirado, enviado para exame anatomo-patologico e um controle endoscopico do intestino grosso deverá ser feito.
Colonoscopia: Pólipo 

- Eu tenho hemorroida que sai somente quando faço força para evacuar, poço tratar com o anel?
É uma técnica segura e já consagrada no mundo inteiro. A borrachinha deverá ser colocada no vaso na mucosa retal e nunca na abertura anal e para isso sempre antes de fazer a técnica o medico deverá visualizar esses vasos através de um anuscopio. A razão é que a inervação do reto é classificada como autônoma, isto é indolor enquanto que a inervação do ânus e sensitiva, isto é dolorosa. Se após a ligadura elástica o paciente referir um pequeno incomodo será normal, porém se a dor for intensa a borrachinha deverá ser retirada pois está posicionada no lugar errado.

Foto: Observar a saída da hemorroida com esforço.
                     
Hemorroida de  grau 3
Ligadura elastica: Neste caso, eu reduzo a hemorroida para dentro do reto e coloco o anel elástico, tem de ter experiência com a tecnica.  

Conclusão: Espero que você enriqueça os seus conhecimentos, tire as dúvidas e
mantenha a sua saúde em dia?















Proctologista: Fissura anal laser com ilustrações


Fissura anal
Planos de saúde: Trazendo a sua carteira do plano de saúde, terá um desconto nas consultas e procedimentos realizados pelo Dr Paulo Branco.


Clinicas:
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whatsApp: 995204135



  

Fissura anal aguda

Fissura anal crônica: observar plicoma ou pele na sua base.
Procure ter uma dieta rica em verduras e legumes que tornam as fezes mais macia.



Conceito:



A fissura anal é uma pequena feridinha, geralmente de forma triangula e localizada na parede posterior da abertura anal. O seu início é na parte interna do ânus e o seu fim na margem anal.

Nem todos os fatores envolvidos no aparecimento e manutenção da fissura estão esclarecidos, mas o fator inicial mais comum é o traumatismo causado pela passagem de um bolo fecal volumoso e endurecido por um músculo formador do esfíncter anal muito fechado, estreito ou com pressão muito elevada de modo que ocorrerá um esgarçamento no tecido de revestimento do reto e ânus. Estudos multicêntricos realizados na Europa demonstraram que havia uma diminuição na incidência de fissura quando se aumentava a concentração de fibras( Verduras e legumes) na dieta e, ao contrário, o risco do aparecimento de fissura aumentava significativamente quando ocorria aumento no consumo de pão branco, molhos engrossados com farinha, bacon, salsichas e baixa ingestão de água. O consumo de café, chá ou álcool não foi considerado como fator de risco. Nos gays outras causas comuns de fissura são o traumatismo decorrente da penetração anal ou o uso dos dedos (corte as unhas), brinquedos (sempre rombos e nunca cortante ou de ponta afilada) e vibradores associados a uma lubrificação inadequada e a um ativo apressadinho que não espera o relaxamento do músculo esfíncter anal. Essas fissuras decorrentes da relação anal poderão surgir em qualquer lugar da margem anal e se dispõe de forma radiada, geralmente mais de uma e localizadas em torno do ânus. Se você respeitar o tempo de relaxamento do esfíncter anal (60`) que se obtêm pela massagem feita de forma delicada associada a uma lubrificação adequada poderá ter uma relação anal sem riscos de fissura.

As fissuras têm como sintoma principal a dor que é intensa e referida pelos pacientes como em pontada, debilitante, cortante e acompanhada de um sangramento vermelho vivo. As hemorróidas sangram, porém o sangramento é geralmente indolor o que as diferencia das fissuras anais que são extremamente doloridas. Nenhuma DST determina a dor da fissura anal.

Eu não faço toque em pacientes que chegam no meu consultório com sangramento extremamente doloroso. Eu faço a inspeção anal e confirmo o diagnóstico, pois geralmente as fissuras estão na pele da parte posterior da abertura anal. Evite o toque, pois os pacientes já estão muito machucados pela ferida o que irá aumentar o seu sofrimento.

As fissuras são classificadas em agudas e crônicas e esta classificação é de grande importância para o tratamento. As fissuras agudas são geralmente de contornos bem visíveis, amolecidas ao toque e respondem bem ao tratamento com pomadas e botox ( veja abaixo), enquanto as fissuras crônicas são endurecidas, já infeccionadas e deveram ser tratadas pela retirada cirúrgica.

As fissuras com exceção das decorrentes da relação anal são causadas por um músculo anal com pressão elevada e qualquer forma de tratamento tem como objetivo diminuir esta pressão o que determinará a cicatrização da fissura. A diminuição da pressão poderá ser feita por:

- Medicamentos: São substâncias que usadas na forma de pomadas sobre a fissura determinam o relaxamento dos músculos.

- Botox: A toxina injetada em pontos estratégicos da abertura anal e em quantidade adequada causará o relaxamento do músculo.

-Cirurgia com Laser: Eu tenho feito uma técnica na qual eu baixo a pressão do esfíncter por fora da abertura anal o que determinará menos dor no pós-operatório. O procedimento é realizado sob anestesia local e você terá alta logo após o procedimento.



Perguntas e respostas sobre fissura anal: Dr. Paulo Branco.

1-A fissura anal sempre causa dor porque eu tinha fissura indolor?

A fissura anal indolor deverá ser retirada para uma investigação diagnostica através de um exame citológico para se afastar outras doenças como a doença de Crohn e até mesmo o Câncer de ânus.

2- Eu tinha fissura anal e hemorróidas internas de terceiro grau, neste caso qual a melhor forma de tratamento ?

Quando há a associação da fissura com a hemorróida eu geralmente realizo a ligadura elástica das hemorróidas, retiro a fissura e baixo a pressão do esfíncter com o laser.

3- A relação anal poderá causar a fissura anal?

As fissuras decorrentes da relação anal geralmente decorrem de um ativo apressadinho que não esperou o relaxamento do esfíncter anal que geralmente são 60 segundos ou de uma lubrificação inadequada. Essas fissuras muitas vezes são radiadas e mais de uma.

4- A cirurgia para tratamento da fissura pode determinar incontinência anal.
Poderá. Eu nunca tive um caso de incontinência com o laser. O cirurgião deverá atuar sobre o músculo correto ( Músculo Esfíncter Interno) após visualização clara deste.

5- Tinha fissura crônica e fui tratado com o botox, mas não resolveu o que devo fazer?

O Botox é indicado para fissura aguda, pois na crônica o tecido que forma a fissura está fibrosado e endurecido e deverá ser retirado cirurgicamente.

6- Tenho fissura anal e algumas vezes consegui ter relação passiva, mesmo suportando a dor, devo continuar tentando?

O sexo anal não causa está fissura por você referida e na fase aguda você só aumentará a fissura, terá sangramento mais importante pelo traumatismo, sendo melhor realizar a melhor forma de tratamento para o seu caso.

Comentário: Dr. Paulo Branco.

Para a relação passiva eu tenho preferido a cirurgia com o laser, que tem melhores resultados estéticos e funcionais a longo prazo.

Proctologista: Fissura e as formas de tratamento


Proctologia: Fissura anal formas de tratamento

Planos de saúde: Trazendo a sua carteira do plano de saúde, terá um desconto nas consultas e procedimentos realizados pelo Dr Paulo Branco.




Autor: Dr Paulo Branco
Contatos:
Vila Olímpia: 011 - 38467973
Pompeia: 011- 986663281
Duvidas: paulobranco@terra.com.br

A fissura anal e uma pequena ferida ou ulcera, extremamente dolorosa referida pelos pacientes como incapacitante, em pontada, cortante que ocorre durante e apos as evacuações e acompanhada de um sangramento vermelho vivo de volume considerável. A causa desta fissura e a pressão elevada de um dos músculos formador do esfíncter anal, conhecido como Esfíncter Interno. Todas as formas de tratamento dirigidos ao tratamento da fissura anal tem um fator em comum: Baixar a pressão do referido musculo. O diagnóstico da fissura e geralmente simples e um medico experiente diante de um sangramento anal doloroso confirmara somente pela inspeção a presença da fissura anal que geralmente e única e localizada na parte posterior da abertura anal.
As fissuras são classificadas em agudas e crônicas esta confirmação pelo medico e de grande importância para a indicação do tratamento. As fissuras agudas são as recentes que cicatrizam sem maiores cuidados e normalmente os pacientes não procuram o medico. Se você tiver uma alimentação pobre em fibras, fezes endurecidas a ferida voltara a se abrir e sempre no mesmo local. A persistência de fezes ressecadas apos a ocorrência inicial que desencadeou a fissura pode lesar repetidamente o canal anal e resultar na sua perpetuação. Esse fato devera ser considerado ao se planejar o tratamento da fissura. Apos alguns episódios de abertura e fechamento a cicatrização se tornara mais difícil e aquele tecido amolecido da fase aguda ira se transformando em um tecido endurecido ou fibrosado que caracteriza a forma crônica da fissura. A teoria de que a fissura anal de uma diminuição do fluxo sanguíneo para a comissura posterior da abertura anal foi comprovada pelos estudos de Klosterhalfen e colaboradores. Eles demonstraram que em 85% dos espécimes estudados a comissura posterior da abertura anal e menos perfundida ou oxigenada do que as outras porções do canal anal. Eles sugeriram que os vasos ao passar através da musculatura esfincteriana estariam sujeitos a compressão durante períodos de tonicidade muscular aumentada. A consequente redução do fluxo sanguíneo poderia levar a uma isquemia da comissura posterior com aparecimento da fissura. Agora voces entendem porque as diferentes formas de tratamento da fissura anal visam diminuir a pressão do musculo anal porque em diminuindo o sangue voltara a fluir, levando oxigênio para a fissura cicatrizar. Esta diminuição poderá ser feita:

1- Quimicamente: Na fase aguda.
Feita através de substancias na forma de pomadas que ao serem passadas no canal anal determinem a liberação de substancias chamadas de neurotransmissores, Oxido Nítrico, que medeiam o reflexo inibitório reto anal relaxando o esfíncter anal e fazendo com que a gravidade da dor e a pressão anal máxima de repouso diminuam rapidamente. Estas pomadas geralmente são indicadas para as fissuras agudas com bom resultado. O medico devera avisar aos pacientes que estas substancias determinam como efeito colateral a elevação na pressão arterial.

2- Botox: Na fase aguda.
O botox atua como na estética facial, Bloqueia uma substancia chamada acetilcolina e o estimulo não passa para a contração do musculo anal. A toxina provoca uma desnervação química do esfíncter, impedindo a sua contração efetiva e permitindo a cura da fissura anal. O medico aplicara um numero de unidades da toxina em cada quadrante da abertura anal. Os estudos revelam índices altos de cicatrização com a toxina.

3- Cirurgia: Na fase Crônica.
Uma vez crônica a fissura tem cura efetiva e rápida com o tratamento cirúrgico. A cirurgia e simples, feita sob anestesia local e a possibilidade de recidiva ou retorno da fissura e muito baixo.
Na minha experiência a recidiva usando o laser foi também muito baixa e não tive nenhum caso de incontinência anal.

4- Dilatação Anal:
Existe só para fazer parte da historia. No inicio se realizava a dilatação forçada do musculo esfíncter anal, porém apareceram os casos de incontinência consequente a força exagerada e desmedida da dilatação sobre o musculo.


Comentário: Dr. Paulo Branco.
O tratamento da fissura anal e muito gratificante para o proctologista, porque os pacientes ficam geralmente sem a dor que os incomoda profundamente. Conscientizar estes pacientes que deveram ingerir fibras e tomar pelo menos 2l de líquidos por dia. O bolo fecal ideal devera ser macio para não traumatizar a abertura anal, então seja qual for o tratamento devera esta associado aos cuidados nutricionais. Eu tenho uma posição ou conduta em pacientes jovens com fissura anal. Eu observei que estes pacientes desejam e muito não usar mais as pomadas a longo prazo, não tem paciência e a fissura tende a cronificar. A cirurgia e um procedimento simples, de pequeno porte e que funciona a longo prazo. Em pacientes jovens com a fissura a cirurgia tem sido a minha primeira opção, veja bem que são pacientes que tentaram as pomadas e reeducação alimentar e assim que param a fissura retorna. A toxina como os demais métodos, pode ser um bom método para retardar um tratamento cirúrgico, mas não parece poder excluir de forma definitiva esse procedimento.