Seja bem vindo ao Blog da Saúde LGBT

Neste espaço o Dr. Paulo Branco ira continuamente publicar matérias além de responder duvidas
relacionadas a Medicina e Qualidade de Vida voltadas a população LGBT. Este espaço no entanto,
não substitui a consulta médica, que deverá ser feita pelo médico, no consultório, de corpo presente.





Alguns amigos e pacientes do Dr. Paulo Branco que inspiraram ele a fazer esse Blog.

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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Sexologia: Alterações sexuais com o avançar da idade


Sexologia: Alterações sexuais com a idade
Medico: Dr. Paulo branco

Um relacionamento sexual saudável pode afetar positivamente todos os aspectos de sua vida, incluindo sua saúde física e sua autoestima. Apesar de os filmes e a televisão insinuarem que o sexo é apenas para adultos mais jovens, isso não é verdade. A necessidade de intimidade é imutável.
Todavia, a idade produz alterações físicas que podem afetar a sexualidade. Uma das alterações sexuais mais comuns é uma redução gradual do tempo para ficar excitado, para consumar o ato sexual e para estar pronto para ter sexo novamente.
Nas mulheres, a maior parte das alterações sexuais físicas está ligada à menopausa e a níveis reduzidos de estrogênio. Leva mas tempo para a vagina dilatar-se e lubrificar-se quando a mulher está excitada sexualmente. As paredes da vagina ficam mais finas, mais secas e menos elásticas. Essas alterações podem tornar a relação sexual menos confortável. Depois da menopausa, algumas mulheres também têm menos interesse sexual. Isso tem mais haver com uma redução na testosterona do que no estrôgenio. A testosterona regula o impulso sexual, quer você seja homem, quer seja mulher.
A proporção que os homens envelhecem, podem descobrir que demora mais para terem uma ereção. As ereções podem ser menos firmes, e alguns homens podem não ejacular ao terem um orgasmo. Você também pode precisar de mais tempo entre as ejaculações. O envelhecimento não causa disfunção erétil ( impotência), embora seja mais comum nos idosos. As causas comuns são abuso de álcool, medicamentos, fumo e doenças como o diabetes e aterosclerose.
Essas alterações físicas certamente não significam que sua vida sexual esteja chegando ao fim, porém você talvez tenha de redefinir algumas de suas expectativas e suposições. Manter sua capacidade de fazer sexo à medida que você envelhece depende tanto de sua mente quanto de seu corpo. Se você fica embaraçado ou envergonhado pela mudança em suas necessidades sexuais, sua ansiedade pode afetar sua capacidade de ficar excitado. O estresse de se preocupar demais com o desempenho pode causar impotência nos homens ou falta de excitação nas mulheres.

O que você poderá fazer?
Existem formas de adaptar-se às mudanças nas necessidades, padrões e desempenho sexuais, estão vamos lá:

- Não se apresse: As preliminares mais longas podem ajudar aos homens a se excitarem e podem ajudar a estimular a lubrificação natural nas mulheres. Fazer as coisas devagar pode ajudá-lo a evitar a ansiedade em relação ao desempenho.

- Use um lubrificante: Se você é uma mulher com secura vaginal, experimente um lubrificante à base de água ou quem sabe converse com o seu medico sobre os cremes a base de estrogênio. Relações sexuais regulares ajudarão a manter a lubrificação e a elasticidade vaginal.

- Converse com seu parceiro ou parceira: A comunicação aproxima você e seu parceiro ou parceira. Discuta as mudanças pelas quais você está passando e o que seu parceiro ou parceira pode fazer para adaptar-se durante as relações sexuais.

- Altere sua rotina:
Mudanças simples podem melhorar sua vida sexual. Mude a hora do dia na qual você tem relações sexuais para uma hora na qual esteja com o máximo de energia. Como pode levar mas tempo para você se excitar, reserve tempo para preparar o cenário para o romantismo, como um jantar romântico  ou saindo a noite para dançar. Experimente uma nova posição sexual.

- Controle as suas expectativas:
Se você não praticava relações sexuais com muita frequência quando adulto mais jovem, não espere fazer muito sexo quando for idoso. Os parceiros que têm relações sexuais frequentes quando são mais jovens têm mais probabilidade  de continuar assim enquanto envelhecem.
- Cuide-se:
Uma dieta saudável  associada a prática regular de exercícios físicos, como uma caminhada de 30’por dia e boas horas de sono manterão o seu corpo ajustado com precisão.

- Coloque sempre a camisinha:
A AIDS aumentou entre pessoa de mais idade, homens e mulheres  pela  falta de costume de usar a camisinha na relação, ativa ou passiva. Lembrar que todas as pessoas sexualmente ativas, independente da idade, podem contrair doenças sexualmente transmissíveis, como HPV, AIDS, sífilis, hepatite e gonorreia.

- Medicamentos:
Acho que foi maravilhoso e um presente da medicina para esses pacientes os medicamentos que favorecem a ereção. Se necessário converse com o seu médico.

Sexologia: Impotência homem


Sexologia: Impotência
Medico: Dr. Paulo Branco
www.medicinaintegrada.med.br

Nos homens, um dos problemas sexuais mais importantes é a impotência, também conhecida como disfunção erétil. Desejo diminuído também pode ser um problema para alguns homens.

Impotência:
Três etapas importantes são necessárias para produzir e sustentar uma ereção.

1- A primeira é a excitação sexual, que vem dos sentidos e dos pensamentos.
2- A segunda é a resposta do sistema nervoso, na qual o cérebro comunica a excitação sexual aos nervos do corpo, incluindo os nervos no pênis.
3- A terceira é uma ação relaxante dos vasos sanguíneos que suprem o pênis, permitindo que mais sangue flua para dentro dos corpos cavernosos que produzem a ereção.
Se alguma coisa afeta qualquer um desses fatores ou o delicado equilíbrio entre eles, a impotência pode resultar.

Atenção: Informações elementares
A impotência é uma incapacidade persistente de obter uma ereção ou de mantê-la por tempo suficiente para as relações sexuais. O desejo sexual diminuído ou até a perda do desejo sexual não é o mesmo que impotência. A impotência refere-se à incapacidade de usar o pênis para a atividade sexual mesmo na presença de desejo e oportunidade. Va preocupar Um episódio ocasional de impotência acontece com a maioria dos homens e é perfeitamente normal. Na maioria dos casos, não é nada com que se deva preocupar. À proporção que os homens envelhecem, também é normal que eles vivenciem mudanças na função erétil. As ereções podem levar mais tempo para desenvolver-se, podem não ser tão rígidas ou podem exigir mais estimulação direta para serem atingidas. Os homens também podem observar que os orgasmos são menos intensos, o volume ejaculado é reduzido  e o tempo de recuperação aumenta entre as ereções. Todavia, quando a impotência se torna um problema persistente, ela pode danificar a autoimagem de um homem, bem como a sua vida sexual. Ela também pode ser um sinal de um problema pessoal ou embaraçoso, mas é importante procurar tratamento, sobretudo se uma causa física pode ser culpada. Em muitos casos, a disfunção erétil pode ser tratada com êxito.

Fatores de risco:      
Uma ampla variedade de fatores de risco físicos e emocionais pode contribuir para a impotência. Eles incluem:

- Doenças e distúrbios físicos:
Doenças crônicas dos pulmões, do fígado, dos rins, do coração, dos nervos, das artérias ou das veias podem determinar á impotência. O mesmo se pode dizer do sistema endócrino, particularmente o diabetes. O acúmulo de depósitos ( placas) nas artérias ( aterosclerose ) também pode evitar que uma quantidade adequada de sangue  entre no pênis. E em alguns homens a impotência pode ser causada por baixos níveis de testosterona.

- Cirurgia ou trauma:
A cirurgia do câncer de próstata ou colorretal poderá resultar em problemas de impotência. Lesão da artéria pélvica ou na medula espinhal também pode causar problemas.

- Medicamentos:
Uma ampla variedade de fármacos, incluindo antidepressivos, os anti-histamínicos, e os medicamentos para tratar hipertensão, a dor e o câncer de próstata, pode causar impotência por interferir  nos impulsos nervosos ou no fluxo de sanguíneo para o pênis. Os tranquilizantes e os indutores do sono também podem causar problemas.




- Abuso de substancias: 
O uso crônico de álcool, maconha ou outras drogas com frequência causa impotência e impulso  sexual diminuído. 

- Estresse, ansiedade ou depressão:
O estresse libera substancias vasoconstrictoras, diminuindo o volume adequado de sangue para que haja a ereção.

Tratamento:
O tratamento da impotência inclui tudo, desde medicamentos e dispositivos mecânicos simples até cirurgia e aconselhamento psicológico. O tratamento aconselhado pelo seu medico dependerá da causa e da gravidade de sua condição:

- Aconselhamento psicológico:
Se o estresse, a ansiedade ou a depressão é a causa de sua impotência, seu médico pode sugerir que você, ou você e o seu parceiro ou parceira, consulte um psicólogo ou psiquiatra com experiência no tratamento de problemas sexuais.

-     Medicamentos orais:
Os medicamentos orais ( Cialis, Levitra, Viagra) aumentam os efeitos do óxido nítrico que é uma substancia chamada de neurotransmissor ( mensageiro químico) que atua relaxando os músculos lisos do pênis, aumentando o fluxo de sangue o que permite uma ereção mas fácil em resposta ao estimulo sexual. Embora esses medicamentos possam ajudar muitas pessoas, nem todos os homens podem ou devem toma-los para tratar a impotência.

- Terapia de reposição hormonal:
       Testosterona baixa x Desejo diminuído: A testosterona regula o impulso sexual. Embora os homens não sofram tanto quanto as mulheres na andropausa, a testosterona diminui gradualmente com o tempo. Essa diminuição provavelmente é a responsável por um pouco da perda do desejo sexual com o avançar da  idade.
        Um exame que dê o perfil dos hormônios e de outras substancias envolvidas deverá ser solicitado. Se você estiver entre o pequeno grupo de homens cuja impotência está relacionada com deficiências hormonais, as diferentes formas de reposição poderão ajuda-lo.


- Cirurgia:
        As opções cirúrgicas podem ser cogitadas  se outros tratamentos fracassarem.

     Conclusão:
     As medidas descritas a seguir podem ajuda
    -lo a diminuir a probabilidade de ter uma
    impotência:
    - Restrinja ou evite o uso de álcool e outras drogas semelhantes: O álclibera no organismo o mais potente radical livre que se conhece, a hidroxila que tem uma ação deletéria para todos os tecidos que atua.
    -  Pare de fumar: A nicotina determinará diminuição do fluxo de sangue para e pênis pelo seu potente efeito vasoconstrictor, além de favorecer a entrada de gordura na parede das artérias penianas e instalação da aterosclerose com o passar do tempo.
    -  Exercite-se regularmente: Percebo no consultório que pacientes que perderam peso e aprenderam a ter uma alimentação fracionada e balanceada e a colocar a pratica do exercício físico como parte obrigatória da sua agenda diária referiram melhora da sua vida sexual;
    -  Reduza o estresse: A participação do estresse poderá representar 100% da disfunção. Esses pacientes referem melhora mesmo quando ficam por um tempo curto longe do fator desencadeador do estresse que vai de relacionamento até o seu trabalho. Tem importância nestes pacientes a dosagem do cortisol e diminuição se estiver elevado.
    -  Durma bem: E no sono profundo que você recupera e faz uma varredura em todas as células lesadas durante o dia, pela produção de hormônios como o GH ( hormônio do crescimento ) e a testosterona responsável direto pelo seu libido.
    -  Enfrente a depressão e a ansiedade: A depressão determinará o desinteresse e  deixará você apático, sem pegada nenhuma e a ansiedade determinará que você pule etapas importantes para uma relação sexual prazerosa.
    -   Comunição: Comunique-se franca e abertamente com o seu parceiro ou parceira;
    -   Dialogo: Cogite a busca de aconselhamento como um casal.
                                         
Disfunção erétil e risco de doenças:
Uma pesquisa realizada na universidade Nacional da Austrália publicada no periódico PLoS Medicine avaliou no período de 2006 a 2009 cerca de 95.000 homens com mais de 45 anos que nunca apresentaram problemas cardíacos, mas com disfunção erétil de moderada a grave, podem ser até oito vezes mais propensos a ter insuficiência cardíaca em comparação com aqueles não apresentam  a disfunção. Esses homens também tem um risco de 92% maior de apresentar doença arterial periférica ( Estreitamento das artérias nas extremidades inferiores ), 66% maior de sofrer um ataque cardíaco, e 60% maior de desenvolver doença isquêmica do coração. Além disso, o risco de morte por qualquer outra causa é quase duas vezes maior entre esses homens e o de serem hospitalizados por problemas cardiovasculares, 505 mais elevado. Esses riscos foram maiores em pacientes com disfunção erétil que já apresentavam algum problema no coração.

Conclusão:
Para Emily Banks, coordenador da pesquisa, não se sabe ao certo quais as razões ou motivos que fazem com que a disfunção erétil eleve o risco de doenças cardíacas. No entanto, ela acredita que, como as artérias do pênis são menores do que as das outras partes do corpo, elas podem ser mais propensas a manifestar problemas quando são deterioradas.





terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Cisto Pilonidal: Tratamento com o laser


Cisto Pilonidal: Tratamento com o laser

Planos de saúde: Trazendo a sua carteira do plano de saúde, terá um desconto nas consultas e procedimentos realizados pelo Dr Paulo Branco.

Duvidas:
WhatsApp: 995204135 
Contatos:
Vila Olímpia: 011- 38467973
Pompeia: 011 - 36728943 / 986663281

Incidência:É mais freqüente no homem, 3:1 e o numero de pacientes tratados anualmente foi estimado entre 40.000 a 70.0000. É rara em pessoas com idade superior aos 40 anos e têm maior incidência entre os 16 e 20 anos, permanecendo elevada até os 26 anos quando começa a declinar, sendo rara em crianças e mais freqüente em regiões com muitos pelos.

Definição:
- Pode ser definido como um trajeto fistuloso sob a pele de natureza crônica e presente no sulco entre os dois glúteos.

Constituição:
- Geralmente é formado por um trajeto que drena em dois orifícios, porém mais de um trajeto e orifícios poderão está presentes.

Causas: 
Não têm uma causa exata e duas teorias tentam explicar a causa destes cistos:

- Congênita
: Baseada em conceitos puramente teóricos.

- Adquirida: 
Têm sido mais aceita e explica que o cisto seria conseqüente a inflamação dos folículos pilosos (local onde os pelos nascem) ou os pelos nascem para dentro da pele, funcionando como um corpo estranho desencadeando uma resposta inflamatória do organismo na volta do pelo que chamamos de cisto pilonidal.

Risco de malignização Matt em 1988 reportou um caso de transformação maligna. Pilipshen e colaboradores em 1981 encontraram mais oito casos em trinta e dois pacientes operados. Esses autores relataram que a transformação maligna foi mais freqüente quando os cistos se apresentavam na forma de uma úlcera grosseira com bordos irregulares. Geralmente o medico não solicita um exame histológico do cisto pelo seu aspecto macroscópico não ter características de malignidade, é uma conduta de risco porque somente pelas características teciduais não se poderá afastar totalmente a malignidade do cisto.

Manifestação clinica:
Geralmente o diagnostico não é difícil. Os pacientes referem o aparecimento de forma aguda de uma dor de moderada a intensa e saída de pelos e perda de secreção pelos orifícios do cisto. A dor muitas vezes piora com a postura, pratica de esporte como o ciclismo e traumatismos locais. Alguns pacientes referem que a primeira sintomatologia já foi com a dor associada a uma grande coleção de secreção purulenta dentro do cisto. Raramente o medico conseguirá detectar os orifícios deste cisto fora da fase aguda, isto é antes do paciente não está ciente da presença da afecção. Se não houver tratamento nesta fase aguda, estes cistos poderão evoluir para a cronicidade devido à ruptura e formação de novostrajetos fistulosos.

Exames:
Os exames radiológicos, ressonância magnética e Ultrassonografia deveram ser pedidos somente para os casos em que o medico deseja estudar a extensão do cisto, numero de trajetos fistulosos e para os casos de reoperação. Estes exames facilitam para o cirurgião achar o plano tecidual certo para retirada total do cisto.

Tratamento:
O tratamento definitivo para a doença pilonidal é realizado por excisão da cavidade pilonidal estabelecida e dos trajetos fistulosos associados com a retirada de todos os orifícios ou aberturas externas dirigidas ou comunicadas com os trajetos fistulosos. A profundidade e a largura do local da excisão dependem do tamanho da cavidade do cisto e de quaisquer trajetos fistulosos associados. Todo tecido cronicamente infectado deverá ser removido, o qual é reconhecido facilmente como tecido de granulação durante a realização do procedimento. O cirurgião deverá ter o cuidado de estudar a extensão da afecção para não correr o risco de realizar uma cirurgia parcial, principalmente na profundidade destes cistos.


- Depilação a laser: Durante os últimos anos eu tenho solicitado aos meus pacientes que realizem uma depilação com laser em uma área de segurança na volta do cisto, porque muitos cirurgiões realizam a retirada do cisto em meio aos pelos, facilitando a penetração destes na cirurgia e reaparecimento da doença.

- Fase de Abscesso:Eu prefiro realizar a simples drenagem da coleção, porque os tecidos estão friáveis, edemaciados o que tornará os movimentos do cirurgião de risco para lesões de estruturas anatômicas que não poderá ser lesadas. Eu sempre gosto de deixar um pequeno dreno laminar dentro da cavidade drenada. O paciente deverá ser instruído que este procedimento não deverá ser entendido como um procedimento definitivo.

- Fase Crônica:
Eu prefiro a retirada de todo o cisto com o laser, sob anestesia local e fechamento primário da cavidade com fios especiais. As minhas taxas de recidiva ou retorno do cisto que foi de 2%. Gabriel (1987) com a mesma técnica realizada em 89 pacientes relatou 4% de recidiva. Notaras (1970) acompanhou durante 10 anos, 42 pacientes tratados por esta técnica e a recidiva foi observada em cinco destes pacientes no primeiro ano.

COMENTÁRIO: Dr. Paulo Branco
O que eu observei ao longo dos anos é que os pacientes demoram muito tempo para realizar a cirurgia, muitos pacientes relatam que o cisto era pequeno e aumentou muito ao longo dos meses, já tive um paciente que demorou seis meses para uma consulta medica. Geralmente são pacientes jovens referindo drenagem de secreção purulenta no inicio e posteriormente ficou um tecido endurecido e doloroso que algumas vezes drena uma secreção por um orifício localizado entre os glúteos. O medico nesta fase palpará uma área endurecida e irregular acima do osso sacro. Alguns pacientes referem já terem sido submetidos à drenagem cirúrgica do abscesso mais de uma vez. Se você operar o cisto em uma fase inicial será feita uma cirurgia menor, uma cicatrização mais rápida e o fechamento da ferida em um curto tempo. Nos casos por mim operados eu comprovei essas vantagens da cirurgia precoce com o laser. O fechamento da ferida cirúrgica dependerá destes fatores antes da cirurgia e da técnica usada pelo cirurgião. Eu uso o laser que é um fator fundamental para que eu sempre feche a ferida.

HPV: Duvidas enviadas pelos internautas com ilustrações



Perguntas e respostas sobre o HPV
Planos de saúde: Trazendo a sua carteira do plano de saúde, terá um desconto nas consultas e procedimentos realizados pelo Dr Paulo Branco.
Clinicas:
Lapa:  011- 986663281 c/ Mônica.
Vila Olímpia: 011 – 38467973 c/ Fatima.
whtasApp: 995204135



HPV: Colposcopia anal com tecnica coloração.

Colposcopia: Exame realizado pelo Dr Paulo Branco para detectar e tratar o vírus do HPV antes que se torne uma verruga.
                                        Microscópio: Usado pelo Dr Paulo Branco 
                                          para detectar precocemente o HPV.    

Perguntas e respostas:
1-Quais os outros nomes que recebe a doença?
Verrugas genitais, condiloma e crista de galo.
2-O sangue e uma forma de transmissão?
O sangue não e uma forma de transmissão como no HIV e hepatite.
3-No homem quais as regiões que ocorrem com maior freqüência?
Penis: Na pele do prepúcio ( pele em excesso)
               Anus: Mais frequente na pele perianal  mas poderá acometer o canal anal na sua parte interna.
4-Quais os sintomas mais freqüentes?
As verrugas, coceira e perda de secreção anal.

5-Toda verruga genital e HPV?
Não. Em torno de 80% dos casos de verrugas genitais, a causa e o HPV.

6-Quais os tipos de lesões que devemos nos preocupar?
As verrugosas, manchas escuras ou avermelhadas, salientes ou não.
7-Tenho verrugas em outras partes do corpo será HPV?
Geralmente são causadas pelo HPV e deveram ser retiradas porque incomodam, pelo tamanho e estética.

8-E importante realizar a biopsia?
Na infecção anal, geralmente não e pedido de rotina como para o colo uterino na mulher e permite fazer dois exames:
- Histológico: Mostra as modificações celulares.
- Captura Hibrida: Detecta o DNA viral e indica o seu tipo.

9-Quais as formas de contagio?
Contato com a pele previamente infectada e objetos de uso pessoal, como sabonete, roupas intimas e objetos sexuais como os brinquedos ou dildos. O aperto de mao, o abraço, o beijo social e o ar não transmitem o HPV. E necessário  que existam áreas expostas que permitam a penetração do vírus.

10-             E grande a chance de contaminação pela relação sexual?
Aproximadamente 70% das pessoas que tem relação SEM CAMISINHA ADQUIREM ESTE virus, embora nem todos adquirem ou desenvolvem a doença.
11-             E  porque não ocorre em algumas pessoas, apesar do contagio com o vírus?
Felizmente, aproxidamente 60% dos casos apresentam remissão espontânea, isto e acabam por eliminar o vírus espontaneamente antes de apresentar a doença  e sem qualquer forma de tratamento  o que esta relacionado diretamente com a resistência ou imunidade de cada paciente.

12-             Como posso saber se estou com a doença?
As verrugas representam a expressão clinica da doença e o medico ao vê-la ou palpala poderá confirmar o diagnostico.

13-             Quanto tempo leva para aparecerem os primeiros sintomas da infecção pelo HPV?
E chamado em medicina como período de incubação e poderá levar de três semanas a oito meses.

14-             O sexo oral tem risco de contaminação?
Sim. As verrugas poderão esta presente na boca, lábios, língua, laringe e faringe.

15-             O HPV poderá se transformar em câncer anal?
Sim. O fato de ter o vírus não aumenta as suas chances de ter o câncer anal.

16-             Qual a melhor forma de tratamento?
Cada medico tem um protocolo de tratamento. O meu que realizo há alguns anos e a associação do laser com medicamentos que aumentam a resistência ao vírus. O medico tem de ter o cuidado de analisar a parte interna do canal anal.

Obs: Eu não uso ou indico nenhuma forma de pomadas para tratar o HPV e só trato som o laser.


17-             Como prevenir?
Usando camisinha, evitar a promiscuidade e muitos parceiros.


18-             Há cura para o HPV?
Não. Alguns pacientes iram eliminar os vírus com a sua imunologia ( Anticorpos ) e outros não conseguiram.

19-             Posso ter relação normal após tratamento do HPV?
O objetivo do tratamento e o bom resultado funcional e estético para que você volte a ter uma vida normal. Eu não gosto do resultado estético das pomadas e eu ao longo destes anos já tratei de pacientes com complicações orgânicas, como o estreitamento anal decorrente do uso das pomadas, principalmente dentro de anus e reto distal.


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Proctologista: Fistula perianal com ilustrações




Fístula anal:  Proctologista 

Planos de saúde: Trazendo a sua carteira do plano de saúde, terá um desconto nas consultas e procedimentos realizados pelo Dr Paulo Branco.


Contatos:
Lapa: Monica: 011 - 36728943 / 986663281
Vila Olímpia: Fatima: 011 - 38467973
e.mail. paulobranco@terra.com.br
whatsApp. 995204135



As fístulas anais representam uma das afecções mais frequentemente tratadas na minha clinica. É uma afecção que deverá ser diagnosticada e tratada por especialista. Tenho visto muitos pacientes sem diagnostico ou com diagnostico errado como furúnculo por exemplo. Sempre em palestras eu falo que o diagnostico das fístulas deverá a principio ser feito de forma simples somente pela palpação do medico proctologista e os exames mais sofisticados como a ressonância pélvica deverão ser indicados na dúvida diagnostica ou na recidiva da fístula.

Fístula Anal
As fístulas e os abscessos perianais fazem parte dos processos supurativos ou infecciosos dos tecidos que formam o canal anorretal. Os abscessos e fistulas perianal fazem parte de um conjunto de sinais e sintomas que têm como base a origem na mucosa do canal anorretal, particularmente na transição entre o ânus e o reto. Na grande maioria das vezes a supuração ou abscesso é inespecífico e em cerca de 10% dos casos está associado a uma afecção intestinal, podemos dizer então que as fístulas anais resultam de um processo infeccioso em glândulas anais, que desce pelo espaço entre os esfíncteres, formando de inicio um abscesso perianal que poderá drenar espontaneamente ou cirurgicamente dando origem a um trajeto chamado de fístula.

Causa:Primeiro ocorre uma inflamação da glândula anal que posteriormente se torna um abscesso, este cresce entre os músculos anais na direção da pele perianal ou nádega. Este abscesso poderá ser drenado cirurgicamente ou espontaneamente na nádega através de um orifício. A fistula perianal é formada por dois orifícios, um interno que está localizado no ápice da glândula e através deste que os microorganismos penetram nas mesmas ( glândulas ) dando origem a infecção inicial que posteriormente forma o abscesso que drenará em um orifício externo. A fístula é o conjunto dos orifícios mais o trajeto. Podem ocorrer trajetos secundários, multiplicidade de orifícios e mesmo de secreção.








Sinais e sintomas:O principal sinal clinico de fístula perianal é a drenagem de material purulento através do orifício perianal, com aumento da dor local. O orifício interno e o trajeto fistuloso poderão ser sentidos pela palpação local do medico como um cordão endurecido ou fibroso que se dirige para o orifício externo. A palpação do trajeto fistuloso poderá levar a drenagem de secreção purulenta por um dos trajetos.

Diagnostico:Na fase aguda uma tumoração ou abaulamento geralmente avermelhado e com aumento da temperatura da pele poderá ser facilmente identificado pela inspeção local. Essa tumoração piora com o deambular e as evacuações. Poderá ocorrer uma drenagem da coleção purulenta pelo próprio organismo com um alivio da sintomatologia. O elemento diagnostico mais importante da fistula é identificar a comunicação do processo infeccioso com o canal anorretal. Geralmente este trajeto é bem identificado pela palpação local de um cordão fibroso, se isto não ocorrer pedimos uma ressonância magnética ou uma ultra-sonografia endoanal. Como o abscesso e a fístula fazem parte de uma mesma doença, é possível fazer um diagnostico dependendo da fase que a afecção se encontra. O diagnostico diferencial deverá ser feito com as infecções locais como dermatites, foliculites, furúnculos, etc.


Classificação:
1- Quanto ao numero de trajeto:

- Simples: São as fístulas formadas por um trajeto e poderá ser palpada como um cordão fibroso que se dirige da nádega para o interior do canal anal. O orifício externo da fístula geralmente está situado distante da abertura anal, cerca de 2 a 3 cm.



- Complexa: São as fístulas formadas por mais de um trajeto ou orifício e muitas delas poderão comprometer com mais freqüência os músculos que formam a região perianal ou mesmo se localizarem em regiões de difícil acesso para o diagnostico e tratamento.



2- Em relação ao músculo anal:
- Pré-esfincteriana: O trajeto da fístula passa entre o músculo e a mucosa, isto é passa pela frente do músculo.

- Trans-esfincteriana: O trajeto da fístula passa através das fibras musculares.

Obs. O tratamento cirúrgico destas fístulas apresenta uma maior incidência de incontinência anal, porque a retirada completa da fístula exige a retirada do músculo. O cirurgião deverá ter o preparo e habilidade para fazer uma aproximação adequada dos segmentos musculares no momento da cirurgia diminuindo assim os riscos da incontinência.

- Pós-esfincteriana: O trajeto fistuloso passa por trás do músculo.



Tratamento:
Abscessos:
- Abscessos superficiais
Realizo a sua retirada com o respectivo trajeto fistuloso na mesma cirurgia.
- Abscessos profundos: Realizo somente a drenagem, pois aumenta o risco de lesar os músculos responsáveis pela continência anal.

Fístulas:- As Fístulas que não fecham espontaneamente deveram ser tratadas pela retirada cirúrgica.

Existem várias técnicas de tratamento cirúrgico. A retirada da fístula com o laser, sob anestesia local com alta algumas horas após a cirurgia é a conduta adotada na minha clinica.


Comentário: Dr. Paulo Branco
Ás fistula geralmente são de trajeto curto e o cirurgião se tiver um instrumental adequado, incluindo o laser realizará a cirurgia completa, isto é retirando os orifícios e o trajeto fistuloso. O tempo difícil da cirurgia para a retirada da fístula é a identificação do orifício interno da fístula. Eu desenvolvi um instrumento que identifica com facilidade este orifício, o que torna a cirurgia mais fácil e a possibilidade do cisto voltar menor. As fistulas que passam pelo músculo anal ou trans-esfinteriana requerem um exame intra-operatório minucioso do seu trajeto. Após realizar a anestesia local eu idealizei um guia metálico com disposição em V que externaliza o orifício interno e me dá a posição exata da fístula em relação ao músculo esfíncter interno o que tornou a cirurgia possível de fazer sob anestesia local e a retirada da fístula com os seus orifícios mais fácil. Os casos de fístulas recidivadas por mim reoperados me levaram a conclusão de que uma boa técnica cirúrgica associada ao guia referido e o laser permitiram o sucesso da reoperação.